Estado
Sindare realiza assembleia e critica secretário da Fazenda Sandro Henrique
Membros do sindicato estão na Sefaz tentando ser recebidos pelo titular da pasta.
Nesta quinta-feira, 29, o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Estado do Tocantins (Sindare) realizou a sua Assembleia Geral Extraordinária.
A participação foi grande e a reunião foi intensa e tensa, mas exitosa. Após tantos pontos debatidos e esclarecidos, ficou a sensação de que o atual secretário da fazenda Sandro Henrique está pouco se importando com a situação dos servidores do Fisco Estadual.
O governo como um todo age com descaso com pouco diálogo com a categoria dos Auditores Fiscais. Também não atende às nossas demandas mais imediatas. Em verdade, sequer cumpre a lei. Salários congelados desde 2011; REDAF congelado desde 2016; ação judicial transitada em julgado e em fase de execução que o poder executivo, por meio da PGE, posterga com argumentos os mais pueris e paradoxais.
Assim, foi deliberado, entre outras medidas, que estaremos a partir de agora em assembleia geral permanente; aguardaremos o governo até abril (primeiro quadrimestre de 2019) em relação ao teto remuneratório; faremos manifestações para a correção e pagamento imediato da diferença retroativa acumulada REDAF e para o pagamento (que pode ser negociado) da ação judicial transitada julgado.
Nesta manhã desde às 9h, a diretoria e demais filiados do SINDARE estão na sede da SEFAZ a fim de serem recebidos pelo secretário de fazenda, Sandro Henrique e entregarem ao mesmo as deliberações da Assembleia Geral Extraordinária. Se necessário, iremos também ao Palácio Araguaia.


Estado
Governo do Tocantins protocola substitutivo de MP com indenizações de R$ 1.200 após audiência com categorias
O Governo do Tocantins protocolou, na manhã desta quarta-feira, 29, na Assembleia Legislativa, medidas formais para viabilizar solução jurídica que garanta o pagamento das indenizações a servidores estaduais com segurança jurídica. As ações incluem recurso ao plenário e proposta de substitutivo às Medidas Provisórias (MP) em tramitação.
A formalização ocorre após audiência realizada nessa terça-feira, 28, no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas, quando o governador Wanderlei Barbosa reuniu-se com representantes de seis categorias do serviço público estadual para tratar da manutenção dos benefícios pagos a servidores que atuam em atividades finalísticas, como fiscalização, atendimento ao público e assistência técnica.
Segurança jurídica e proposta do Executivo
A proposta original encaminhada pelo Executivo por meio da Medida Provisória nº 17/2026, posteriormente reeditada pela MP nº 21/2026, previa o pagamento das indenizações dentro dos limites legais. Durante a tramitação legislativa, no entanto, o texto foi alterado com ampliação de valores, o que, segundo o Governo, configura vício de iniciativa, ao implicar criação de despesa pelo Poder Legislativo, sem a devida previsão orçamentária, situação que motivou o veto do governador.
Durante a audiência, o governador enfatizou que a prioridade da gestão é evitar prejuízos aos trabalhadores e destacou que a proposta apresentada busca assegurar o pagamento das indenizações com respaldo legal. “Não podemos correr o risco de pagar e depois haver questionamentos que levem à devolução desses valores, desta forma, a solução está sendo construída dentro da legalidade. Quando apresentamos a proposta de R$ 1.200 houve aceitação das categorias, o que representa um avanço em relação ao valor anterior e garante segurança jurídica para que o servidor receba sem risco de questionamentos futuros”, pontuou.
Construção técnica
Como alternativa, o Governo propôs o envio de Medida Provisória substitutiva, com valor ajustado para R$ 1.200, elaborada com base em análise técnica da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Casa Civil.
O secretário de Estado da Administração, Paulo César Benfica, e o secretário de Planejamento e Orçamento, Maurício Parizotto Lourenço, destacaram que a proposta busca conciliar valorização do servidor e responsabilidade fiscal.
O procurador da PGE, Jax James Garcia Pontes, ressaltou que a medida precisa estar juridicamente sustentada para garantir segurança e continuidade dos pagamentos.
Representando os servidores, o diretor administrativo do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe/TO), Natal Cesar Alves de Castro, destacou a importância de assegurar respaldo legal às indenizações.
Servidores defendem solução dentro do prazo
O presidente da Associação dos Servidores da Extensão Rural do Tocantins (Asser/TO), Andrey Costa, afirmou que a falta de deliberação dentro do prazo pode gerar prejuízos aos servidores. “Há risco de perda ou redução das indenizações, o que impacta diretamente a renda. Por isso, é fundamental uma solução com segurança jurídica, que garanta o pagamento sem risco de devolução e evite prejuízos ainda este ano”, enfatizou.
Formalização das medidas
As medidas protocoladas no dia 29 de abril de 2026 incluem recurso ao plenário da Assembleia Legislativa para garantir a continuidade da tramitação das medidas provisórias, além do encaminhamento de proposta de substitutivo à MP nº 21/2026, fixando o valor das indenizações em R$ 1.200, com base em critérios técnicos e jurídicos.
A efetivação da proposta depende da tramitação e aprovação pela Assembleia Legislativa. O Governo acompanha os prazos de vigência das Medidas Provisórias, que possuem tramitação limitada, e ressalta que a deliberação dentro do período legal é fundamental para garantir a continuidade dos pagamentos ainda em 2026.
Fundamentação jurídica
O Governo do Tocantins também sustenta a legalidade dos encaminhamentos com base em fundamentos técnicos e regimentais. De acordo com análise jurídica apresentada ao Parlamento, o recurso ao plenário encontra respaldo no Regimento Interno da Assembleia Legislativa, que permite ao autor contestar decisão de não recebimento de proposições.
A análise destaca ainda que a apreciação da matéria deve ocorrer no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e do plenário, conforme previsto no rito legislativo.
Além disso, o entendimento é reforçado por jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a possibilidade de correção de vícios formais por meio de veto e readequação normativa.
Segundo o documento, a eventual não tramitação das medidas ou a derrubada dos vetos pode resultar na perda da base normativa que sustenta as indenizações, gerando risco concreto à segurança jurídica e ao pagamento dos benefícios aos servidores.
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