ISRAEL SIQUEIRA
STF cassa titularidade de Cartório de Registro de Imóveis de Palmas
O Supremo Tribunal Federal (STF) cassou nesta quarta-feira, 9, uma liminar concedida pela Justiça do Tocantins que manteve Israel Siqueira de Abreu Campos como titular do Cartório de Registro de Imóveis de Palmas, bem como determinou a extinção de toda a ação originária (Autos n. 0046883-07.2021.827.2729, sob segredo de justiça).
A decisão do ministro Alexandre de Moraes atende a uma Reclamação Constitucional com Pedido de Liminar interposta pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio da 9ª Procuradoria de Justiça e da 9ª Promotoria de Justiça da Capital.
A procuradora de Justiça Ana Paula Reigota Ferreira Catini e o promotor de Justiça Vinícius de Oliveira e Silva apresentaram a Reclamação em face da decisão proferida em 17 de dezembro, pela 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, que garantia a Israel o direito de permanecer como titular do Cartório de Registro de Imóveis.
Os membros do MPTO argumentam na Reclamação que a decisão proferida pelo magistrado “usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal e ainda violou a autoridade de suas decisões”.
De acordo com o Ministério Público, a Justiça estadual não é o foro competente para discutir decisão do Conselho Nacional de Justiça, no caso, Resolução nº 80/2009, que declarou a vacância dos serviços notariais e de registros cujos atuais responsáveis não tenham sido investidos por meio de concurso público.
Ademais, segundo o MP, a decisão seria nula de pleno direito por violar diretamente as decisões proferidas pelo STF no Mandado de Segurança 29536/DF e na Ação Originária 2624/TO, as quais entenderam incontroverso que a titularidade da serventia em questão formalizou-se sem o prévio concurso público, o que não atende as exigências do art. 236, parágrafo 3º, da Constituição Federal.
PALMAS
Apagões em Palmas chegam ao Ministério Público após afetarem escolas e feiras; Energisa é investigada
As sucessivas quedas de energia registradas em Palmas nos últimos dois meses levaram o Ministério Público do Tocantins a abrir uma investigação para apurar a qualidade do serviço prestado pela Energisa Tocantins. A portaria de instauração do inquérito civil público foi publicada nesta quinta-feira (28) e aponta indícios de falhas que teriam afetado consumidores, escolas públicas e atividades econômicas da capital.
Na investigação, o promotor Paulo Alexandre Rodrigues de Siqueira afirma que foram registradas reclamações recorrentes sobre interrupções e oscilações no fornecimento de energia elétrica em diferentes regiões da cidade. O documento menciona paralisação de atividades em feiras cobertas, suspensão de aulas em unidades das redes municipal e estadual de ensino e prejuízos causados por danos a equipamentos eletrodomésticos.
O Ministério Público também cita possíveis falhas na manutenção preventiva e corretiva da rede de distribuição. Segundo a portaria, há indícios de que indicadores de continuidade do serviço, medidos pelos índices de duração e frequência das interrupções de energia, possam ter ultrapassado os limites estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A investigação vai apurar ainda a demora no restabelecimento do fornecimento após interrupções, a lentidão para ligação de novas unidades consumidoras, a eficiência dos canais de atendimento da concessionária e os procedimentos adotados para ressarcimento de consumidores que tiveram aparelhos danificados por oscilações na rede elétrica.
Como primeiras medidas, o Ministério Público determinou o envio de ofícios à Energisa, à Aneel, aos órgãos de defesa do consumidor e às secretarias municipal e estadual de Educação. A concessionária terá prazo de 15 dias para apresentar esclarecimentos sobre as causas das interrupções registradas nos últimos dois meses, além de encaminhar relatórios técnicos sobre os indicadores de qualidade do serviço em Palmas.
A Aneel e a agência reguladora responsável pela fiscalização do setor no Estado deverão informar se existem procedimentos de fiscalização ou autuações relacionados à qualidade do fornecimento de energia na capital. Já os Procons municipal e estadual foram acionados para encaminhar dados sobre reclamações envolvendo oscilações de energia, queima de equipamentos, demora no restabelecimento do serviço e atendimento aos consumidores.
O Ministério Público também requisitou informações às redes municipal e estadual de ensino e à associação dos feirantes das feiras cobertas para levantar os prejuízos registrados durante os episódios de interrupção do fornecimento.
O inquérito civil busca verificar se houve violação aos direitos dos consumidores e eventual descumprimento das normas que regulam a prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica.
Em nota, a Energisa reforçou que atua em conformidade com as normas e diretrizes do setor elétrico, sob regulação e fiscalização permanente da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
A concessionária afirmou ainda que mantém compromisso com a transparência, a responsabilidade e a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados à população de Palmas, colaborando de forma técnica e institucional com os órgãos competentes sempre que necessário.
-
CIDADES6 dias atrásMPTO recomenda concurso público em Aliança do Tocantins
-
CIDADES6 dias atrásEnergisa volta a ser alvo de investigação sobre oscilações e quedas de energia, dessa vez em Palmeirópolis
-
Gurupi5 dias atrásSucesso de Léo Lins impulsiona vinda de grandes comediantes a Gurupi
-
POLÍCIA6 dias atrásOperação Convergência Nacional RS 01: MPRS combate comunicação ilegal de facções na PASC
-
POLÍTICA5 dias atrásEduardo Gomes participa de mutirão em Palmas e reforça apoio a Taquaruçu
-
CIDADES4 dias atrásO Boticário apresenta os lançamentos do mês com novidades que unem perfumação, maquiagem e autocuidado
-
SAÚDE6 dias atrás
Governo do Tocantins implanta serviço inédito para acesso ao transplante renal e estrutura fluxo de atendimento especializado
-
CIDADES5 dias atrás
Governo do Tocantins entrega títulos em Combinado, primeiro município a ter 100% das terras rurais certificadas



