REPRESSÃO AOS CRIMES
Com 350 policiais e cerca de 30 prisões “Operação Paz” completa um mês de ocorrências
A Operação Paz completou 30 dias de ocorrência no Tocantins. Em coletiva realizada na manhã desta segunda-feira, 2, as forças de segurança apresentaram os resultados dos trabalhos desenvolvidos ao longo do mês de setembro no Estado. A ação é coordenada pela Secretaria Nacional da Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas.
O delegado-geral da Polícia Civil, Claudemir Luiz Ferreira, representando o secretário de Estado da Segurança Pública, Wlademir Mota Oliveira, destacou que a operação foi um sucesso e reforçou a importância da integração entre as forças de segurança. “Os números foram extremamente positivos para esse primeiro mês de operação e, claro, só foram possíveis, devido à atuação de todas as forças de segurança, não só da Polícia Civil, porque o trabalho é coordenado e integrado para que tenhamos resultados positivos, que possam ser apresentados à sociedade”, ressaltou.
O chefe do Estado-Maior da Polícia Militar do Tocantins (PMTO), coronel Cláudio Thomaz Coelho, destacou que a operação se soma a outras ações já desenvolvidas pelas forças de segurança, para o combate e a repressão aos crimes violentos no Tocantins. “A presença da Polícia Militar nessa operação demonstra que nossa atuação ostensiva foi crucial para os resultados satisfatórios que obtivemos, uma vez que a presença da Polícia Militar nas ruas inibe a criminalidade. É uma satisfação podermos colaborar nessa integração entre as forças de segurança pública. Estamos agora nos preparando para um novo ciclo da Operação Paz e, com toda certeza, traremos resultados positivos para a sociedade tocantinense”, pontuou.
A Operação Paz concentra esforços da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para a realização de ações de inteligência, investigação, repressão e prevenção da ocorrência de mortes violentas intencionais, com o objetivo de diminuir os índices.
Municípios
Por meio dos setores de Inteligência da Polícia Civil e da Polícia Militar, foi possível identificar quais municípios demandam maior atenção das forças de segurança, as ações e os efetivos foram direcionados para essas localidades. As principais cidades do Estado, Palmas, Araguaína e Gurupi, e os municípios de Porto Nacional e Colinas, receberam neste primeiro mês de atuação da Operação Paz, maior número de ações.
A Polícia Militar movimentou 107 policiais dos setores administrativos para atuarem nos municípios. No período, foram apreendidas 40 armas, entre armas de fogo e armas brancas, além de 202 munições. Foram realizadas ainda 8.652 abordagens a pessoas e 5.506 abordagens de veículos.
A tenente-coronel da Polícia Militar, Lourdes Cristina, ratificou a importância das ações preventivas, como as abordagens. “Esse trabalho preventivo é mais difícil de computar, mas quantos crimes não deixam de ser efetivados depois que uma moto ou carro é abordado pelos policiais? Inclusive tivemos essa resposta positiva do comandante do 4° Batalhão, em Gurupi, onde os crimes de furtos diminuíram. Então, essas abordagens são importantes e refletem lá na frente, evitando, muitas vezes, a ocorrência de crimes futuros”, explicou.
A Polícia Militar ainda realizou a condução de 241 suspeitos de crimes, análise e difusão de 157 mandados e 69 operações orientadas pelo serviço de Inteligência.
Homicídios
Nesse mês de setembro, em todo o Estado, 21 homicídios foram consumados. O delegado de Polícia Civil, Afonso Lyra, da diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), destacou que, apesar do registro do número de homicídios, a operação teve resultados positivos no âmbito da Polícia Civil, pois 75% dos casos já tiveram sua autoria definida.
“Os crimes de homicídio, por si só, demandam uma maior complexidade na investigação, então esse dado [definição de autoria] deve ser comemorado, pois mostra o empenho das forças de segurança na resolução desse tipo de crime e significa que, em breve, esses casos serão remetidos ao Judiciário para que possa proceder com os pedidos de prisão”, explicou o delegado Afonso Lyra.
Dentre esses casos de homicídio, dois deles foram praticados contra mulheres e entraram para as estatísticas de feminicídio, mas ambos também já tiveram suas autorias definidas, conforme destacou o diretor da Dracco, Afonso Lyra. “Quando falamos em feminicídios, a complexidade ainda é maior, pois o nosso principal desafio é impedir que esses crimes aconteçam. Mas desses casos registrados, as Forças de Segurança atuaram rapidamente e as duas autorias também já foram definidas”, concluiu.
Ao todo, 243 policiais civis foram envolvidos nas ações que ocorreram também no âmbito administrativo, com a distribuição de 189 inquéritos policiais para maior celeridade nas investigações, 80 oitivas e 27 prisões.
No período, foram ainda concluídos 27 inquéritos policiais com autorias definidas e outros 31 inquéritos concluídos, apontando o indiciamento dos autores.
Rodovias
As ações de segurança da Operação Paz ultrapassaram os perímetros urbanos e foram intensificadas também nas rodovias, por meio da Polícia Rodoviária Federal. O superintendente da PRF Tocantins, Alonso Mata Trindade, destacou o caráter integrativo da operação e reforçou a continuidade das ações. “Nós vemos com bons olhos essa integração e vamos dar continuidade a esse projeto, procurando trazer para todo o Tocantins e para a Amazônia Legal como um todo, principalmente nas rodovias, uma maior segurança”, pontuou.
Além do Tocantins, participam da operação os estados do Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Roraima.
POLÍCIA
Associações militares divulgam manifestação sobre gestão do ex-comandante-geral da PMTO, coronel Márcio Barbosa
Entidades representativas de praças e oficiais da Polícia Militar do Tocantins divulgaram uma manifestação pública em reconhecimento à atuação do coronel Márcio Antônio Barbosa à frente do Comando-Geral da corporação. O oficial deixou o cargo no dia 31 de março, durante solenidade de passagem de comando e posse do novo comandante-geral da PMTO.
O período de quatro anos sob comando do coronel Márcio Barbosa foi descrito pelas associações como uma fase de ações voltadas à integração entre forças de segurança. Segundo o documento, houve maior articulação entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal e guardas municipais, com ampliação de operações conjuntas no estado.
As entidades afirmam que, no período, os indicadores de criminalidade no Tocantins apresentaram redução nos principais índices. Também apontam que a gestão incluiu iniciativas relacionadas à organização operacional e à estruturação de ações de segurança pública em diferentes regiões do estado.
O texto das associações registra ainda que a administração do ex-comandante manteve interlocução com diferentes esferas institucionais, com impacto na obtenção de investimentos e na modernização de estruturas da corporação.
As entidades destacam que a passagem de comando marca o encerramento de um ciclo administrativo e o início de uma nova gestão na Polícia Militar do Tocantins, com a posse do coronel Claudio como comandante-geral, do coronel Melo como chefe do Estado-Maior e do coronel Jaime como subchefe do Estado-Maior.
As associações signatárias da manifestação incluem ASPRA-TO (Gurupi), APRA (Palmas), UNIMIL-TO (Palmas), ASSPMETO (Palmas), ASMIPAR (Paraíso), APA (Araguaína), ACS do 5º BPM (Porto Nacional), ASMIRD (Dianópolis), ACS Colinas-TO (Colinas), AOMETO (Palmas), FASPRA-TO e ASPRA-BICO.
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