REDUÇÃO
Hospital Regional de Augustinópolis realiza mutirão de consultas oftalmológicas
O Hospital Regional de Augustinópolis (HRAUG) realiza nos dias 03, 10, 17 e 24 de janeiro, mutirões de consultas oftalmológicas de pacientes regulados pelo Sistema Nacional de Regulação (SISREG). A iniciativa faz parte do conjunto de ações da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), para a redução do número de pacientes que aguardam por cirurgia eletiva no Sistema Único de Saúde (SUS) tocantinense.
Em todo o mês, serão realizadas 160 consultas, de pacientes residentes na região do Bico do Papagaio. A ação ocorre sem prejuízo aos recém-nascidos na maternidade da unidade, que realizam teste do olhinho e aos atendimentos de urgências e emergências oftalmológicas.
“Considerando a demanda existente de consultas oftalmológicas, onde muitos usuários estão aguardando essa avaliação do especialista na área, o 1º mutirão de consultas oftalmológicas visa garantir o acesso dos usuários as informações importantes quanto a diagnósticos, condutas e acompanhamento necessário conforme cada caso relativo à visão, consequentemente trazendo uma melhor qualidade de vida pra estes”, destacou a diretora geral do HRAUG, Vilma Jovino.
Para o médico oftalmologista, Leandro Alencar, “essa é uma boa iniciativa, que bem planejada, proporciona aos usuários do SUS um atendimento de excelência, sem sobrecarregar ou prejudicar os demais serviços prestados. Temos uma equipe muito competente e capacitada e os beneficiários dessa dedicação são os pacientes atendidos aqui”.
SAÚDE
TCE de Olho identifica indícios de assédio moral e abuso de autoridade em hospital de Marianópolis
Fiscalização do TCE de Olho aponta ambiente de pressão psicológica e descumprimentos legais no Hospital de Marianópolis; caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual.
TCE de Olho encontra fortes indícios de assédio moral e abuso de autoridade em hospital de Marianópolis
Servidores relataram choro, tremores e medo diante dos auditores; o caso foi enviado ao Ministério Público Estadual (MPETO)

Uma fiscalização do programa TCE de Olho, realizada no Hospital Municipal de Pequeno Porte de Marianópolis, trouxe à tona um ambiente de trabalho marcado por pressões, constrangimentos e temor. Durante os dias 14 e 15 de abril, auditores do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO) colheram depoimentos de servidores que apresentaram sinais visíveis de abalo emocional, como choro e tremores, ao descrever a rotina da unidade.

O conselheiro relator, Manoel Pires dos Santos, determinou o encaminhamento dos autos ao MPETO, por meio do Despacho nº 354/2026, diante dos fortes indícios de assédio moral, assédio institucional e abuso de autoridade supostamente cometidos pelo Subsecretário da Saúde do município. “Os relatos convergem para um cenário de interferências indevidas e dano coletivo, o que exige apuração imediata tanto na esfera cível quanto penal”, destacou o conselheiro.

Outros problemas encontrados

Além do quadro de assédio, a equipe do TCE de Olho listou outras 23 irregularidades que comprometem o atendimento à população. Entre elas:

- Ausência de divulgação das escalas médicas em local acessível;
- Profissionais submetidos a plantões de até 48 horas consecutivas;
- Número insuficiente de servidores efetivos;
- Falhas no controle farmacêutico e falta de protocolos clínicos;
- Inexistência de regimento interno;
- Manutenção precária de equipamentos (ultrassonografia, eletrocardiograma, monitores);
- Falta de alvará do Corpo de Bombeiros e de licença sanitária;
- Pendências no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES);
- Ausência do Plano de Controle de Infecções (PCIRAS) e de plano de contingência.
Os auditores recomendaram ainda a criação urgente de uma política de prevenção e combate ao assédio moral, assédio sexual e violência no ambiente de trabalho.

Plano de ação exigido

O prefeito de Marianópolis e o gestor do Fundo Municipal de Saúde foram intimados a apresentar, no prazo de 15 dias úteis, um plano de ação detalhando as medidas corretivas, os responsáveis e os prazos para cada ajuste. Após o recebimento, a Coordenadoria de Auditorias Especiais (COAES) analisará a documentação e poderá realizar nova visita para verificar a execução das melhorias.
O conselheiro Manoel Pires também determinou a replicação do procedimento ao Corpo Especial de Auditores, sinalizando a gravidade dos fatos e a necessidade de apurar a escolha e a fiscalização do subsecretário, conforme súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF).
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