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JUDICIAL

MPTO determina que a SES-TO faça a troca diária dos lençóis no Hospital e Maternidade Dona Regina

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O Ministério Público do Tocantins (MPTO) manifestou-se em processo judicial, solicitando que seja determinada à Secretaria Estadual de Saúde (SES) a obrigação de proceder à troca diária dos lençóis que revestem leitos no Hospital e Maternidade Dona Regina, em Palmas.

Em reclamação que chegou até o MPTO no domingo, 30, um cidadão relata que não existe nenhum lençol destinado à troca. Ele também diz que não está sendo realizada a manutenção nos aparelhos de ar-condicionado da maternidade.

Na petição judicial, a promotora de Justiça Araína Cesárea, da área de defesa da saúde, justifica que a troca de lençóis deve ocorrer diariamente, a fim de evitar contaminações no ambiente hospitalar.

Em razão disso, a representante do Ministério Público pede que seja determinada à SES a obrigação de regularizar a situação no prazo de 24 horas, sob pena do pagamento de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

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SAÚDE

TCE de Olho identifica indícios de assédio moral e abuso de autoridade em hospital de Marianópolis

Fiscalização do TCE de Olho aponta ambiente de pressão psicológica e descumprimentos legais no Hospital de Marianópolis; caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual.

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TCE de Olho encontra fortes indícios de assédio moral e abuso de autoridade em hospital de Marianópolis

Servidores relataram choro, tremores e medo diante dos auditores; o caso foi enviado ao Ministério Público Estadual (MPETO)

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Uma fiscalização do programa TCE de Olho, realizada no Hospital Municipal de Pequeno Porte de Marianópolis, trouxe à tona um ambiente de trabalho marcado por pressões, constrangimentos e temor. Durante os dias 14 e 15 de abril, auditores do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO) colheram depoimentos de servidores que apresentaram sinais visíveis de abalo emocional, como choro e tremores, ao descrever a rotina da unidade.

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O conselheiro relator, Manoel Pires dos Santos, determinou o encaminhamento dos autos ao MPETO, por meio do Despacho nº 354/2026, diante dos fortes indícios de assédio moral, assédio institucional e abuso de autoridade supostamente cometidos pelo Subsecretário da Saúde do município. “Os relatos convergem para um cenário de interferências indevidas e dano coletivo, o que exige apuração imediata tanto na esfera cível quanto penal”, destacou o conselheiro.

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Outros problemas encontrados

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Além do quadro de assédio, a equipe do TCE de Olho listou outras 23 irregularidades que comprometem o atendimento à população. Entre elas:

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  • Ausência de divulgação das escalas médicas em local acessível;
  • Profissionais submetidos a plantões de até 48 horas consecutivas;
  • Número insuficiente de servidores efetivos;
  • Falhas no controle farmacêutico e falta de protocolos clínicos;
  • Inexistência de regimento interno;
  • Manutenção precária de equipamentos (ultrassonografia, eletrocardiograma, monitores);
  • Falta de alvará do Corpo de Bombeiros e de licença sanitária;
  • Pendências no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES);
  • Ausência do Plano de Controle de Infecções (PCIRAS) e de plano de contingência.

Os auditores recomendaram ainda a criação urgente de uma política de prevenção e combate ao assédio moral, assédio sexual e violência no ambiente de trabalho.

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Plano de ação exigido

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O prefeito de Marianópolis e o gestor do Fundo Municipal de Saúde foram intimados a apresentar, no prazo de 15 dias úteis, um plano de ação detalhando as medidas corretivas, os responsáveis e os prazos para cada ajuste. Após o recebimento, a Coordenadoria de Auditorias Especiais (COAES) analisará a documentação e poderá realizar nova visita para verificar a execução das melhorias.

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O conselheiro Manoel Pires também determinou a replicação do procedimento ao Corpo Especial de Auditores, sinalizando a gravidade dos fatos e a necessidade de apurar a escolha e a fiscalização do subsecretário, conforme súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF).

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