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NOSSOS POETAS

Alunos de escola pública de Goiatins tem obra selecionada para compor livro em concurso nacional de poesias

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O evento, que estimula e reconhece a criação literária de todo país teve 1.740 obras inscritas. 250 delas foram selecionadas para coleção de textos em prosa ou verso. Dois alunos de uma escola pública de Goiatins, no Norte Tocantins, estão entre os finalistas.

O professor Leandro Lima Carvalho, desempenhou um papel importante para essa conquista. Foi ele que apoiou e inscreveu os estudantes na competição maior competição nacional de novos poetas. Keyla Boaventura Coelho e Roger Magalhães da Silva cursam a segunda série do Ensino Médio no Colégio Estadual Adá de Assis Teixeira.

O concurso Poesia Livre tem como objetivo reconhecer talentos dentro dessa linguagem da arte, promovido pela Vivara Editora, que há14 anos vem buscando e valorizando os novos talentos nacionais.

Os 250 poemas selecionados serão publicados. Dentre eles, “Partes de uma Face”, de Keyla Boaventura e Roger Magalhães.

 

 

PARTES DE UMA FACE

Sinto partes de mim

Nas ínfimas sobras

Das cinzas frias

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Do teu vago olhar

Tantas partes minhas

Dirimidas fora

Em espaços estranhos

Só do teu brilho tocar

Perdi-me em dimensões estranhas

Numa face feliz

Para te reconfortar

A utopia como quimera fosse

Uma efêmera insólita

De um sentir anômalo

Que não vi passar

Das minhas inefáveis escamas

Uma parte se espanta

A outra nem reclama

Do teu jeito de amar

Mas…

Se os teus lábios não fossem

As mais belas curvas do tempo

Morreria sofrendo

Por um dia te amar!

EDUCAÇÃO

Professora da ETI Margarida Lemos usa IA para despertar criatividade

Professora da ETI Margarida Lemos usa Inteligência Artificial nas aulas de teatro para estimular criatividade, pesquisa e protagonismo dos alunos. O projeto gerou exposição, obras para um livro e adaptações teatrais.

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Projeto transforma Inteligência Artificial em ferramenta pedagógica

A professora de teatro Albetiza Alves de Souza, a Tia Bel, transformou a Inteligência Artificial (IA) em recurso didático na Escola de Tempo Integral (ETI) Margarida Lemos. O projeto integra tecnologia e arte para estimular a imaginação, a pesquisa e o protagonismo dos estudantes.

Metodologia e produções

Nas aulas de teatro, a IA passou a ser usada para apoiar a criação de imagens digitais e a construção de narrativas. Os alunos produziram:

  • imagens digitais;
  • histórias em quadrinhos;
  • poesias e cordéis;
  • tirinhas e peças teatrais.

A professora orientou os estudantes na elaboração dos comandos (prompts) e na pesquisa sobre teatro, personagens e diálogos, mostrando como detalhar as ideias para obter resultados mais próximos do imaginado.

Desafios e aprendizagem

O trabalho começou com dúvidas sobre o uso de celulares e da IA em sala. Sobre a fase inicial, Albetiza relatou: “Quando criei esse trabalho, pensei que não daria certo. Houve até uma certa rejeição no começo. Mas percebi que muitos alunos já utilizavam a Inteligência Artificial e decidi transformar esse interesse em aprendizagem. Passei a ensinar como usar a ferramenta para pesquisar sobre teatro, criar personagens, desenvolver diálogos e construir histórias”.

Aos poucos, os estudantes aprenderam a ajustar os comandos e a acrescentar detalhes para aprimorar as imagens e os textos produzidos.

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Cultura local e exposição

Cada turma trabalhou temas variados, entre eles aventuras na escola, histórias do Cerrado, lendas regionais, culturas tradicionais e narrativas sobre o fundo do mar. O resultado motivou a organização de uma exposição com os trabalhos produzidos dentro da unidade.

Segundo a professora, o objetivo é ampliar o acesso dos alunos aos espaços culturais da cidade. “Queremos levar essa exposição para outros lugares. Muitos estudantes ainda não conhecem espaços importantes da nossa cidade, como teatros e centros culturais. A intenção é que eles conheçam melhor a própria história, a cultura local e os lugares onde vivem”, afirmou.

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Inclusão e resultados

O projeto revelou-se inclusivo e mobilizador. Albetiza destacou o envolvimento de estudantes que participavam pouco das atividades: “Eu chorei quando percebi o quanto eles eram capazes. Alguns alunos que pareciam não estar envolvidos me surpreenderam com trabalhos incríveis. Foi uma experiência que mostrou que todos podem criar quando recebem oportunidade, orientação e incentivo”.

Além da exposição, o projeto seguirá com a produção de um livro reunindo as obras e com a adaptação das histórias para cenas teatrais, para que os autores assistam às suas criações no palco.

Protagonismo estudantil

Entre os trabalhos, a estudante do 6º ano Karine Ferreira Carvalho pesquisou sobre o Cerrado e sua importância cultural. Karine explicou que a IA auxiliou na construção das imagens, mas que foi necessário aperfeiçoar os comandos:

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“No começo, o que a IA me entregou era bonito, mas não era exatamente o que eu queria. Então fui acrescentando detalhes, pedindo para incluir elementos da cultura indígena, comidas típicas como pequi, baru, pamonha e também plantas do Cerrado. Quando consegui colocar tudo isso, vi que o trabalho ficou perfeito”.

Para a aluna, a experiência evidenciou que a tecnologia depende da orientação humana: “Precisamos dar os comandos certos para que o resultado fique realmente do jeito que imaginamos. A IA ajuda muito, mas é a nossa ideia que faz a diferença”.

Apoio da direção

Margaret Pereira, diretora da ETI Margarida Lemos, avaliou a iniciativa como uma proposta que envolveu a comunidade escolar e potencializou habilidades dos estudantes: “Nossos corredores estão repletos de pura arte. Os trabalhos dos nossos estudantes estão grandiosos e muito ricos de informações e sentimentos. Ela estimulou a pesquisa e a produção, e as habilidades de cada um surgiram com muita maestria”.

O projeto, que já resultou em exposição interna, terá novas etapas com circulação e publicações previstas pela escola.

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