Eleições 2026
Com a sombra da incerteza, Carlesse retoma agenda e testa viabilidade de pré-candidatura ao Senado
O ex-governador Mauro Carlesse voltou a circular com mais frequência no interior do Tocantins e iniciou uma rodada de conversas políticas com foco na pré-candidatura ao Senado. A movimentação inclui encontros com lideranças locais e tentativa de recomposição de apoios, em um esforço para reorganizar sua presença no cenário eleitoral.
Nos bastidores, a leitura é de que o ex-governador busca reconstruir pontes após a saída do Palácio Araguaia, em 2022, quando renunciou ao cargo durante o andamento de um processo de impeachment. Meses antes, ele havia sido afastado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no contexto de investigações conduzidas pela Polícia Federal.
A retomada da agenda política ocorre, no entanto, sob um ambiente de cautela entre interlocutores. Parte das lideranças ouvidas no meio político aponta incerteza sobre a consolidação da candidatura, tanto pelo estágio atual das articulações quanto pelo histórico recente.
Além disso, permanece no horizonte o fator jurídico. Carlesse responde a processos relacionados à sua passagem pelo governo, e o desfecho dessas ações é acompanhado por aliados e adversários como variável que pode influenciar o cenário eleitoral.
Outro elemento citado em conversas reservadas envolve a capacidade de estruturação da pré-campanha. Lideranças avaliam que a montagem de uma candidatura majoritária exige capilaridade e organização política em diversas regiões do estado, o que ainda se encontra em fase inicial.
Publicamente, Carlesse tem afirmado que está apto a disputar o pleito e mantém a disposição de seguir com o projeto. O avanço das articulações e o comportamento das alianças nos próximos meses devem indicar o grau de viabilidade da pré-candidatura.
ELEIÇÕES 2026
Sob resistência interna, Carlos Gaguim mantém pré-candidatura ao Senado enquanto adversários devem resgatar áudio sobre “R$ 1 bilhão”
A pré-candidatura do deputado federal Carlos Gaguim (UB) ao Senado avança em meio a dois movimentos simultâneos: resistência dentro do próprio grupo político e a expectativa, entre interlocutores, de que adversários tragam de volta episódios antigos de sua trajetória, entre eles o áudio que menciona um suposto esquema de “R$ 1 bilhão” associado a investigações de 2010.
O conteúdo, ligado a apurações sobre contratos públicos à época em que Gaguim governava o estado, circulou em relatórios e interceptações analisadas por órgãos de investigação. O deputado sempre negou irregularidades e atribuiu as acusações a adversários. Não houve condenação definitiva relacionada ao caso, mas o episódio segue como referência recorrente no ambiente político.
A leitura entre atores do cenário local é de que, com o avanço da disputa ao Senado, esse material tende a ser reutilizado em embates de campanha.
Resistência dentro da base
O principal obstáculo de Gaguim não está fora do grupo governista. A base que orbita o governo de Wanderlei Barbosa (Republicanos) passou a concentrar mais nomes na corrida pelas vagas ao Senado, o que reduziu o espaço para acomodação.
Além de Gaguim, estão no mesmo campo o senador Eduardo Gomes (PL), que busca a reeleição, e o deputado federal Eli Borges (Republicanos), que também se colocou como pré-candidato. O cenário pressiona a construção de uma chapa única e amplia a disputa interna por espaço.
Suplência entra como peça de negociação
Nesse ambiente, a definição da suplência ganha peso político. A escolha do nome passa a ser tratada como instrumento de composição para ampliar alianças e equilibrar forças dentro da base.
O nome da advogada Dalide Corrêa aparece nas conversas, ligado ao grupo do pastor Amarildo Martins, com influência no segmento evangélico. A eventual composição nesse campo é vista como uma forma de agregar apoio organizado à candidatura.
Outras alternativas também seguem em avaliação, o que indica que a montagem da chapa ainda depende de negociações em curso.
Discurso de manutenção
Publicamente, Carlos Gaguim mantém o discurso de que não abre mão da candidatura. O deputado trata a presença de outros nomes como parte do processo político e afirma que pretende seguir na disputa até a definição das chapas.
Nos bastidores, essa posição é interpretada como tentativa de sustentar protagonismo e preservar espaço nas negociações finais.
Histórico no centro da disputa
A tendência, segundo interlocutores, é de que a campanha ao Senado seja marcada pela reativação de episódios do passado dos principais candidatos. No caso de Gaguim, o material de 2010 — especialmente o áudio que menciona cifras bilionárias, deve ser um dos pontos explorados por adversários.
Esse movimento não é incomum em disputas majoritárias e tende a ganhar força à medida que o calendário eleitoral avança.
Cenário aberto
A definição das candidaturas ao Senado no Tocantins depende da acomodação interna da base governista e da capacidade de cada pré-candidato em consolidar apoios.
No caso de Carlos Gaguim, o quadro combina resistência interna, articulação de alianças , com a suplência no centro desse processo, e um histórico que deve voltar ao debate político durante a campanha.
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