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Gestão Municipal

Em seminário sobre resíduos sólidos, presidente da ATM destaca esforços de gestores, frisa dificuldades e pede união dos Municípios

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O presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), prefeito de Cristalândia, Big Jow, ao lado de prefeitos e prefeitas, participou nesta segunda-feira, 08, no auditório do Tribunal de Justiça, em Palmas, do Seminário Resíduos Sólidos: Desafios Estruturais e Soluções Consensuais, coordenado pelo segundo diretor adjunto da Escola Superior da Magistratura (ESMAT), juiz Wellington Magalhães.

Durante o discurso de abertura, o presidente da ATM buscou apresentar aos presentes os esforços das gestões locais na execução da Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “Podem ter a certeza que todos os prefeitos estão cientes dessa obrigação, e diariamente buscam meios de conseguir executar, dentro de suas condições”, disse.

Dados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) apontam que em 2017 apenas 2% dos Municípios tocantinenses despejavam seus resíduos em aterros sanitários. A secretaria informa que em 2026 o percentual cresceu para 24% – o que representa, nas análises da SEMARH, o atendimento de 54% da população que despejam seus resíduos em aterros sanitários, um dos itens obrigatórios da PNRS.

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Custos – O presidente da ATM lembrou dos altos custos envolvidos na implantação e manutenção dos aterros sanitários, ao passo que enfatizou a necessidade de conjunto de esforços para viabilizar a cooperação entre os Municípios e o apoio técnico das instituições.

Hoje, para um município pensar em ter um aterro sanitário, a média de investimento é de R$ 5 milhões. E manter essa estrutura é outra situação. Esta reunião não tem caráter punitivo. Estamos aqui em busca de soluções para que possamos chegar ao ponto que a lei nos cobra. Como gestores públicos, temos a obrigação de zelar pelo meio ambiente”, pontuou ao pedir a colaboração conjunta dos gestores. “A palavra-chave para avançar nessa agenda é a união dos Municípios”, disse.

diretor adjunto da Escola Superior da Magistratura (ESMAT), juiz Wellington Magalhães, citou que a construção de soluções passa pela conciliação, pela padronização de procedimentos e pela aproximação entre o Sistema de Justiça e os Municípios. “Nós, do Sistema de Justiça, sabemos que se trata de um problema gravíssimo e de difícil solução. Diante dessa realidade, o Poder Judiciário, juntamente com o Ministério Público, tem buscado uma solução de meio termo, mediada, em que os gestores possam avançar por meio de conciliações, procedimentos operacionais padronizados e diálogo com as instituições”.

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O seminário ocorre durante toda essa segunda-feira, 08, com programação diversificado sobre o tema.

GERAL

Guarda Metropolitana autua BRK após vazamento de esgoto próximo à Praia da Graciosa

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A concessionária BRK Ambiental foi autuada pela Divisão Ambiental da Guarda Metropolitana de Palmas após fiscais constatarem vazamento de esgoto nas proximidades da Praia da Graciosa, uma das áreas mais frequentadas da capital. A ocorrência foi registrada na última sexta-feira, 5, após denúncia sobre extravasamento de efluentes sanitários em via pública e em estruturas de drenagem da região.

Durante a vistoria, os agentes identificaram o rompimento de um poço de visita da rede coletora de esgoto operada pela concessionária. Segundo a Guarda Metropolitana, o problema provocou o derramamento de esgoto, forte odor e acúmulo de resíduos líquidos em vias próximas. Parte dos efluentes escoava em direção a uma galeria de drenagem, elevando o risco de contaminação ambiental.

A fiscalização também encontrou um segundo ponto de extravasamento. Nesse local, o esgoto seguia em direção a um córrego situado entre as ruas Cristal e Ponta Negra, na região sul de Palmas. De acordo com o relatório da ocorrência, os efluentes não chegaram ao curso d’água durante a vistoria.

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A perícia foi acionada para auxiliar na apuração do caso e na documentação dos danos observados no local. Conforme a Guarda Metropolitana, a materialidade da infração ambiental foi comprovada durante a fiscalização.

Funcionários da BRK informaram aos agentes que o vazamento teria sido provocado por danos externos na estrutura do poço de visita. Apesar da justificativa, a concessionária recebeu auto de infração ambiental com fundamento na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

Após a constatação do problema, equipes da empresa iniciaram ações emergenciais para conter o vazamento e reparar a estrutura danificada. Mesmo com as medidas adotadas, a concessionária poderá responder administrativamente pelas consequências ambientais registradas durante a ocorrência.

A Guarda Metropolitana não informou, até o momento, o valor de eventual multa nem os prazos do processo administrativo decorrente da autuação.

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