SAÚDE
Governo do Tocantins implanta serviço inédito para acesso ao transplante renal e estrutura fluxo de atendimento especializado
O Governo do Tocantins fortalece a rede de atenção especializada à saúde ao implantar, no Hospital Geral de Palmas (HGP), o Ambulatório de Pré-Transplante Renal, serviço inédito no estado que tem como objetivo ampliar e facilitar o acesso de pacientes renais crônicos ao transplante.
Governo do Tocantins implanta serviço inédito para acesso ao transplante renal e estrutura fluxo de atendimento especializado
O Governo do Tocantins fortalece a rede de atenção especializada à saúde ao implantar, no Hospital Geral de Palmas (HGP), o Ambulatório de Pré-Transplante Renal, serviço inédito no estado que tem como objetivo ampliar e facilitar o acesso de pacientes renais crônicos ao transplante. A medida também inclui a aprovação do fluxo de atendimento do serviço, formalizada por meio da Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-TO) nº 080, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nº 7.069, na quinta-feira, 28.
O ambulatório está em funcionamento desde 4 de fevereiro de 2026. Com a aprovação do fluxo, os atendimentos foram oficializados e passam a ser conduzidos conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Política Estadual de Transplantes do Tocantins, assegurando atendimento humanizado e organizado aos pacientes.
O avanço fortalece o HGP como referência em transplantes na região Norte do país e proporciona mais agilidade ao processo de avaliação de pacientes com indicação para o transplante renal. Com a implantação do serviço, os usuários passam a realizar no próprio estado os exames e avaliações necessários para a habilitação ao procedimento, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras unidades da federação e garantindo um acompanhamento clínico mais qualificado. A iniciativa também contribui para acelerar o ingresso dos pacientes na lista de espera, gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destacou que a implantação do Ambulatório de Pré-Transplante Renal representa mais um avanço na qualificação da rede estadual de saúde. “Estamos trabalhando para ampliar o acesso da população a serviços especializados e garantir que os tocantinenses recebam um atendimento cada vez mais eficiente, humanizado e próximo de suas famílias. A implantação desse ambulatório fortalece a assistência aos pacientes renais crônicos e demonstra o compromisso do Governo do Tocantins com a oferta de uma saúde pública de qualidade, reduzindo barreiras e proporcionando mais dignidade a quem aguarda por um transplante”, afirmou.
A coordenadora da Central de Transplantes do Tocantins (Cetto), Tatiana Alves, comemorou a aprovação do fluxo. “A criação do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP representa um marco para a assistência aos pacientes renais crônicos no Tocantins. A estruturação desse serviço amplia a capacidade da rede estadual de transplantes, fortalece a integração entre as equipes envolvidas no cuidado e garante um acompanhamento mais próximo e seguro durante todo o processo de preparação para o transplante”, explicou.
Pacientes aprovam novo serviço
A paciente do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP, Alessandra Melo Santos, destacou o atendimento recebido. “Sou paciente renal crônica, tenho 23 anos e estou fazendo todo meu acompanhamento pelo Ambulatório de Pré-Transplante no HGP. Estou sendo muito bem atendida. Amei o cuidado e a atenção de cada profissional que me atendeu. Quero agradecer cada profissional que está trabalhando aqui e cuidando para que tudo dê certo”, comentou.
Organização da linha de cuidado
O médico nefrologista do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP, Giordano Floripe Ginani, ressaltou que a formalização do fluxo fortalece a organização da linha de cuidado ao paciente renal crônico e assegura maior integração entre os serviços envolvidos no processo de transplante. “O ambulatório passa a concentrar e coordenar as avaliações necessárias para a definição da elegibilidade dos pacientes, permitindo um acompanhamento mais qualificado, padronizado e eficiente, com foco na segurança assistencial e na ampliação do acesso ao transplante renal”, afirmou.
O nefrologista acrescentou que o funcionamento do ambulatório permitirá que todas as etapas do estudo pré-transplante sejam realizadas no HGP, incluindo avaliações médicas, exames e acompanhamento multiprofissional. “O objetivo é encurtar o caminho do paciente até o transplante e fortalecer a rede de apoio a esse paciente, que demanda cuidado contínuo. Ao mesmo tempo, são lançadas as bases para a futura habilitação de um serviço de transplantes no HGP”, completou.
Transplante renal no Tocantins e no Brasil
Atualmente, o Tocantins ainda não realiza transplantes renais. Por isso, pacientes renais crônicos com indicação para o procedimento são encaminhados, por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), a centros especializados em outros estados. Com a implantação do serviço do Ambulatório de Pré-Transplante Renal no HGP, o Estado avança no fortalecimento da linha de cuidado e amplia os estudos técnicos voltados à futura implantação do serviço de transplante renal no Tocantins.
No transplante renal, o órgão pode ser doado por uma pessoa viva compatível, geralmente um familiar ou pessoa com vínculo afetivo, ou por um doador falecido, mediante autorização da família e confirmação do diagnóstico de morte encefálica, conforme os protocolos do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
Dados do SNT apontam que, em 2024, foram realizados 6.325 transplantes de rim no Brasil. Em 2025, foram 6.702 transplantes, e entre janeiro e 29 de maio de 2026, foram registrados 2.534 procedimentos.
SAÚDE
TCE de Olho identifica indícios de assédio moral e abuso de autoridade em hospital de Marianópolis
Fiscalização do TCE de Olho aponta ambiente de pressão psicológica e descumprimentos legais no Hospital de Marianópolis; caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual.
TCE de Olho encontra fortes indícios de assédio moral e abuso de autoridade em hospital de Marianópolis
Servidores relataram choro, tremores e medo diante dos auditores; o caso foi enviado ao Ministério Público Estadual (MPETO)

Uma fiscalização do programa TCE de Olho, realizada no Hospital Municipal de Pequeno Porte de Marianópolis, trouxe à tona um ambiente de trabalho marcado por pressões, constrangimentos e temor. Durante os dias 14 e 15 de abril, auditores do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO) colheram depoimentos de servidores que apresentaram sinais visíveis de abalo emocional, como choro e tremores, ao descrever a rotina da unidade.

O conselheiro relator, Manoel Pires dos Santos, determinou o encaminhamento dos autos ao MPETO, por meio do Despacho nº 354/2026, diante dos fortes indícios de assédio moral, assédio institucional e abuso de autoridade supostamente cometidos pelo Subsecretário da Saúde do município. “Os relatos convergem para um cenário de interferências indevidas e dano coletivo, o que exige apuração imediata tanto na esfera cível quanto penal”, destacou o conselheiro.

Outros problemas encontrados

Além do quadro de assédio, a equipe do TCE de Olho listou outras 23 irregularidades que comprometem o atendimento à população. Entre elas:

- Ausência de divulgação das escalas médicas em local acessível;
- Profissionais submetidos a plantões de até 48 horas consecutivas;
- Número insuficiente de servidores efetivos;
- Falhas no controle farmacêutico e falta de protocolos clínicos;
- Inexistência de regimento interno;
- Manutenção precária de equipamentos (ultrassonografia, eletrocardiograma, monitores);
- Falta de alvará do Corpo de Bombeiros e de licença sanitária;
- Pendências no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES);
- Ausência do Plano de Controle de Infecções (PCIRAS) e de plano de contingência.
Os auditores recomendaram ainda a criação urgente de uma política de prevenção e combate ao assédio moral, assédio sexual e violência no ambiente de trabalho.

Plano de ação exigido

O prefeito de Marianópolis e o gestor do Fundo Municipal de Saúde foram intimados a apresentar, no prazo de 15 dias úteis, um plano de ação detalhando as medidas corretivas, os responsáveis e os prazos para cada ajuste. Após o recebimento, a Coordenadoria de Auditorias Especiais (COAES) analisará a documentação e poderá realizar nova visita para verificar a execução das melhorias.
O conselheiro Manoel Pires também determinou a replicação do procedimento ao Corpo Especial de Auditores, sinalizando a gravidade dos fatos e a necessidade de apurar a escolha e a fiscalização do subsecretário, conforme súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF).
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