GERAL
Energisa pode protestar conta a partir do 1º dia de atraso; empresa não informa número de casos em Palmas
Concessionária confirma envio de débitos a cartório com base na Lei 9.492/97 e não detalha quantas faturas foram protestadas na capital em 2024 e 2025
A Energisa Tocantins confirmou que pode encaminhar faturas de energia a protesto em cartório a partir do primeiro dia após o vencimento. A empresa cita a Lei nº 9.492/97, que regulamenta o protesto de títulos no país, e afirma que adota a medida como instrumento de cobrança administrativa previsto na legislação.
A concessionária não respondeu, porém, quantas faturas foram protestadas em Palmas nos anos de 2024 e 2025, nem informou o percentual em relação ao total de unidades consumidoras da capital. Também não detalhou se há valor mínimo para envio da dívida a cartório.
Relatos encaminhados à reportagem apontam protestos poucos dias após o vencimento e cobrança de taxas cartorárias, mesmo quando o débito original tem valor inferior. Sobre os custos, a empresa afirma que as taxas seguem a tabela prevista na Lei Estadual nº 3.408/2018, que estabelece os valores cobrados pelos cartórios no Tocantins.
A Energisa sustenta que as despesas correspondem a custos do próprio cartório para formalização do protesto. Não esclareceu se recebe qualquer repasse financeiro vinculado às taxas cobradas para retirada do nome do consumidor.
A empresa também não informou se mantém contrato ou convênio específico com cartórios de Palmas para operacionalizar os protestos, nem apresentou estudo sobre impacto social da medida quando o valor total supera o da fatura original.
Antes do envio a cartório, segundo a concessionária, há comunicação por diferentes canais, como aviso na fatura, notificação impressa, SMS, ligação telefônica, WhatsApp e e-mail. A empresa ressalta a necessidade de dados cadastrais atualizados.
A resposta não trouxe informação sobre eventual política diferenciada para consumidores inscritos na Tarifa Social antes do protesto.
A concessionária orienta clientes com débitos a buscar negociação por meio dos canais de atendimento telefônico e digital.
GERAL
MP abre fiscalização sobre expansão da rede de esgoto e convoca BRK para explicar cronograma de obras em Araguaína
A expansão da rede de esgoto em Araguaína entrou na pauta de fiscalização do Ministério Público do Tocantins. A 12ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para acompanhar as ações de ampliação, instalação e interligação da rede coletora no município e convocou representantes da BRK Ambiental e da Prefeitura para apresentar informações sobre o andamento das obras e o planejamento de expansão do serviço.
Na portaria publicada nesta semana, o promotor Airton Amilcar Machado Momo afirma que diferentes regiões da cidade ainda enfrentam ausência de cobertura da rede de esgotamento sanitário. O documento cita áreas centrais, bairros periféricos e novos setores habitacionais que dependem de soluções alternativas para destinação dos efluentes, como fossas sépticas.
Segundo o Ministério Público, a falta de cobertura adequada da rede coletora pode resultar em impactos ambientais e sanitários, especialmente em áreas onde há lançamento de efluentes em córregos e cursos d’água que atravessam a zona urbana. A promotoria também destaca que o saneamento básico é considerado serviço essencial e que as metas de universalização previstas no Marco Legal do Saneamento exigem ampliação progressiva da cobertura nos municípios brasileiros.
O procedimento não aponta irregularidades específicas da concessionária, mas foi instaurado para acompanhar o cronograma técnico de execução das obras de expansão da rede e verificar as condições de atendimento à população. O objetivo, segundo a portaria, é fiscalizar as políticas públicas relacionadas ao saneamento básico e acompanhar a evolução da cobertura do serviço em Araguaína.
Para discutir o tema, a Promotoria marcou uma audiência extrajudicial para o dia 23 de junho. Foram convocados o diretor-geral da BRK Ambiental no Tocantins, o diretor técnico da concessionária, o diretor regional de operações da empresa em Araguaína e os secretários municipais de Infraestrutura e Meio Ambiente.
A reunião deverá tratar do planejamento das obras, dos investimentos previstos para ampliação da rede coletora e das condições de interligação dos imóveis ao sistema de esgotamento sanitário. A partir das informações apresentadas, o Ministério Público pretende acompanhar o cumprimento das metas de expansão do serviço e a evolução da cobertura da rede no município.
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