ARNE 43
Palmas promove ação voltada para hipertensos e diabéticos
O Ministério da Saúde credenciou a Unidade de Saúde da Família da Arne 43 para apoiar e implementar ações da Estratégia Cardiovascular na Atenção Primária de Saúde. Em decorrência disso, a Secretaria Municipal da Saúde realizará nesta sexta-feira (5), das 7 às 19 horas o “HD +”, destinado à comunidade hipertensa e diabética. A ação é direcionada aos moradores de 40 a 74 anos das quadras Arne’s 41 – 51 – 61 – 71 – 53 – 63.
Durante o evento, serão realizadas consultas médicas e de enfermagem, atendimentos odontológicos, avaliação nutricional, exames laboratoriais, atividades físicas, além de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde de auriculoterapia e ventosaterapia, além de programas de educação em saúde. A expectativa é que sejam atendidas cerca de 250 pessoas ao longo do dia.
Porta de entrada
Segundo a coordenadora de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Semus, Sanmya Andrade, para realizar o tratamento contra o diabetes e a hipertensão pela rede municipal de saúde, a população pode procurar a sua unidade de referência e agendar uma consulta com o profissional de saúde médico ou enfermeiro, que são responsáveis por fazer o diagnóstico e realizar o encaminhamento para os demais serviços necessários.
SAÚDE
Saúde busca novo modelo com mais integração e uso de dados
A ampliação da cooperação entre o SUS e a saúde privada foi o principal tema do 8º Fórum Brasil-Saúde, realizado durante a Hospitalar 2026, em São Paulo. A transformação digital ganhou destaque como ferramenta para aumentar eficiência e qualidade do cuidado, com ênfase em interoperabilidade, inteligência artificial e melhor uso de dados, ainda fragmentados nos sistemas.
“Precisamos transformar informação em conhecimento, conhecimento em estratégia e estratégia em impacto real para pacientes, profissionais, instituições e para a sustentabilidade do sistema de saúde”, afirmou Francisco Balestrin (na foto acima), presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (Fesaúde e SindHosp) que, junto com a CNSaúde, promoveram o evento.
Balestrin também chamou atenção para o peso político da saúde no debate público. Segundo ele, embora a área permaneça entre as principais preocupações da população brasileira, o tema frequentemente perde espaço na agenda política depois dos períodos eleitorais. O presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, destacou a importância do Fórum como espaço de articulação institucional e de construção de soluções para os desafios enfrentados pelo setor.
Representando o Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa apresentou iniciativas voltadas à ampliação da atenção especializada, telessaúde, interoperabilidade de dados e modernização hospitalar. Segundo ela, o governo aposta no uso da capacidade instalada da rede privada para reduzir filas e ampliar o atendimento, incluindo modelos regionalizados de contratação e uso de estruturas ociosas.
Os debates também evidenciaram a crescente pressão sobre hospitais, impulsionada pelo envelhecimento da população, pela alta de doenças crônicas e pela demanda reprimida da pandemia, reforçando a necessidade de reorganizar a rede assistencial.
No campo econômico, especialistas alertaram para sinais de esgotamento do modelo atual de financiamento da saúde. O consenso foi de que a sustentabilidade depende de ganhos de produtividade, redução de desperdícios, novos modelos de remuneração e maior integração entre os atores do setor.
O evento também discutiu a fragmentação de dados e o potencial da inteligência artificial para viabilizar uma assistência mais integrada, preditiva e personalizada. A diretora da ANS, Carla Soares, apontou desafios na saúde suplementar, como a necessidade de as operadoras assumirem papel mais ativo na coordenação do cuidado e melhorarem a experiência dos beneficiários.
Ela chamou atenção para dificuldades enfrentadas pelos próprios beneficiários na navegação entre consultas, exames, encaminhamentos e tratamentos dentro do sistema de saúde suplementar. O Fórum reforçou que a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro depende cada vez mais de integração, coordenação e cooperação entre público e privado. O evento reuniu representantes do governo federal, lideranças do setor e executivos.
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