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CIRURGIAS ELETIVAS

Saúde apresenta plano para realização de cirurgias cardíacas e ortopédicas ao MPE

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A realização de cirurgias eletivas aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) foi debatida na manhã desta quarta-feira, 18, em audiência entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), Ministério Público Estadual (MPE-TO), Defensoria Pública Estadual (DPE-TO) e Tribunal de Justiça (TJ-TO). O encontro ocorreu na sede do MPE-TO e na ocasião foi apresentado o Plano de Ação para realização de cirurgias cardíacas e ortopédicas (em adultos), em caráter complementar.

Os procedimentos serão realizados por meio de credenciamentos de instituições privadas e atenderá pacientes em fila no Sistema de Gerenciamento de Lista de Espera (SIGLE) da Central Estadual de Regulação (CER). A previsão é que sejam feitas 993 cirurgias ortopédicas e 211 cardíacas.

“O plano apresentado hoje leva em consideração o tempo de espera dos pacientes e as dificuldades que o Estado ainda tem de estrutura e equipes, uma vez que a demanda de urgência e emergência é cada dia maior, com os agravos de traumas que os hospitais absorvem diariamente”, afirmou o titular da SES-TO, Afonso Piva, destacando ainda que “apesar das limitações, em seis meses conseguimos realizar mais de 3.500 cirurgias eletivas, das mais de 7 mil que encontramos em fila, quando assumimos a Gestão”.

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No cronograma apresentado pela SES-TO, o credenciamento deverá ocorrer em agosto deste ano. “Levando em consideração os prazos necessários dentro dos trâmites a ser realizados em cada etapa, como cotação e pareceres pertinentes a este tipo de processo”, esclareceu o secretário.

A promotora de Justiça Araína Cesárea D’Alessandro destacou que ficou satisfeita com os esclarecimentos expostos pela Secretaria e parabenizou a pasta pelo empenho na resolução do problema. “O MPE tem acompanhado as demandas dos pacientes e é satisfatório ver o interesse da gestão em encontrar as soluções”, disse.

SAÚDE

Saúde busca novo modelo com mais integração e uso de dados

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A ampliação da cooperação entre o SUS e a saúde privada foi o principal tema do 8º Fórum Brasil-Saúde, realizado durante a Hospitalar 2026, em São Paulo. A transformação digital ganhou destaque como ferramenta para aumentar eficiência e qualidade do cuidado, com ênfase em interoperabilidade, inteligência artificial e melhor uso de dados, ainda fragmentados nos sistemas.

“Precisamos transformar informação em conhecimento, conhecimento em estratégia e estratégia em impacto real para pacientes, profissionais, instituições e para a sustentabilidade do sistema de saúde”, afirmou Francisco Balestrin (na foto acima), presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (Fesaúde e SindHosp) que, junto com a CNSaúde, promoveram o evento.

Balestrin também chamou atenção para o peso político da saúde no debate público. Segundo ele, embora a área permaneça entre as principais preocupações da população brasileira, o tema frequentemente perde espaço na agenda política depois dos períodos eleitorais. O presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, destacou a importância do Fórum como espaço de articulação institucional e de construção de soluções para os desafios enfrentados pelo setor.

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Representando o Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa apresentou iniciativas voltadas à ampliação da atenção especializada, telessaúde, interoperabilidade de dados e modernização hospitalar. Segundo ela, o governo aposta no uso da capacidade instalada da rede privada para reduzir filas e ampliar o atendimento, incluindo modelos regionalizados de contratação e uso de estruturas ociosas.

Os debates também evidenciaram a crescente pressão sobre hospitais, impulsionada pelo envelhecimento da população, pela alta de doenças crônicas e pela demanda reprimida da pandemia, reforçando a necessidade de reorganizar a rede assistencial.

No campo econômico, especialistas alertaram para sinais de esgotamento do modelo atual de financiamento da saúde. O consenso foi de que a sustentabilidade depende de ganhos de produtividade, redução de desperdícios, novos modelos de remuneração e maior integração entre os atores do setor.

O evento também discutiu a fragmentação de dados e o potencial da inteligência artificial para viabilizar uma assistência mais integrada, preditiva e personalizada. A diretora da ANS, Carla Soares, apontou desafios na saúde suplementar, como a necessidade de as operadoras assumirem papel mais ativo na coordenação do cuidado e melhorarem a experiência dos beneficiários.

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Ela chamou atenção para dificuldades enfrentadas pelos próprios beneficiários na navegação entre consultas, exames, encaminhamentos e tratamentos dentro do sistema de saúde suplementar. O Fórum reforçou que a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro depende cada vez mais de integração, coordenação e cooperação entre público e privado. O evento reuniu representantes do governo federal, lideranças do setor e executivos.

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