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Valorização social e empreendedorismo feminino

Karynne Sotero leva projeto Mãos que Criam a Palmeirópolis e promove ação especial pelo Dia das Mães

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Uma manhã de emoção, acolhimento e valorização marcou esta sexta-feira, 8, no Instituto Casa de Isabel, em Palmeirópolis. No mesmo espaço, mulheres celebraram conquistas e histórias de superação com a conclusão do curso Mãos que Criam, em um momento especial em alusão ao Dia das Mães, com a presença da primeira-dama do Tocantins, Karynne Sotero, idealizadora do projeto.

Durante a solenidade, 56 mulheres foram certificadas após participarem do curso promovido pela Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), realizado entre os dias 4 e 8 de maio. As participantes tiveram acesso a formações gratuitas nas áreas de costura, penteados, maquiagem e confecção de kits para bebês, ampliando as possibilidades de geração de renda.

A escolha de Palmeirópolis para a realização da ação não foi por acaso. O município abriga o Instituto Casa de Isabel, referência no acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade. A programação contou com momentos de louvor, oração, desfile de trabalhos produzidos pelas alunas e uma fala da primeira-dama do Tocantins, Karynne Sotero, marcada pelo incentivo ao empreendedorismo feminino e pela homenagem ao Dia das Mães.

A presidente do Instituto Casa de Isabel, Cecília Moura Lima Leite, destacou que a atuação da primeira-dama do Tocantins representa um divisor de águas para o instituto e para as mulheres atendidas pela entidade. Segundo ela, além de incentivar a capacitação profissional por meio dos cursos do projeto Mãos que Criam, a primeira-dama também demonstrou sensibilidade ao destinar a renda do Camarote Solidário da Agrotins Fest para o Instituto Casa de Isabel, fortalecendo o acolhimento e ampliando as oportunidades para famílias em situação de vulnerabilidade. “Obrigada por enxergar o Instituto Casa de Isabel e transformar este lugar em oportunidades futuras para muitas famílias”, afirmou.

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Segundo a secretária da Setas, Cleizenir Divina dos Santos, o projeto idealizado pela Karynne Sotero, fortalece a autoestima das participantes, gera novas perspectivas de vida e renda para as famílias atendidas. “O Mãos que Criam não traz só a capacitação, ele transforma histórias e ressignifica a vida de muita gente”, acrescentou.

A primeira-dama do Tocantins afirmou que encontrou no Instituto Casa de Isabel um projeto sério e comprometido com o atendimento de mulheres em situação de vulnerabilidade. Emocionada, ela destacou a importância de fortalecer iniciativas que promovam dignidade e novas oportunidades para as mulheres assistidas pela instituição. “Deus tocou profundamente o meu coração para que os recursos arrecadados com o Camarote Solidário fossem destinados ao Instituto Casa de Isabel. Acredito no impacto social desse trabalho e na oportunidade de melhoria de vida que esse projeto proporciona às mulheres atendidas”, declarou.

Camarote Solidário vai beneficiar Instituto Casa de Isabel

Com foco em ações sociais, a primeira-dama também idealizou o Camarote Solidário da Agrotins Fest, cuja campanha já está em andamento. Toda a arrecadação será destinada ao Instituto Casa de Isabel, fortalecendo as atividades desenvolvidas pela instituição.

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A iniciativa antecede o show de abertura da Agrotins 2026, marcado para o dia 9 de maio, com apresentações de Zé Vaqueiro, Joan Alessandro, Pablo e da dupla Ricardo e Thiago.

O Instituto Casa de Isabel iniciou suas atividades em agosto de 2024, ainda sem a formalização como instituto. Desde então, atua no acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo suporte, orientação e oportunidades por meio de oficinas e cursos. Em quase dois anos de atuação, mais de 400 mulheres já foram atendidas.

A destinação dos recursos do Camarote Solidário contribuirá para ampliar o alcance dessas ações, fortalecendo iniciativas que promovem autonomia, dignidade e novas perspectivas de vida para mulheres da região.

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Social

Mães da Mangueira transformam óleo usado em renda, cuidado e exemplo para os filhos

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Na comunidade da Mangueira, na Zona Norte do Rio, a maternidade, o sustento e a profissão de diversas mulheres se cruzam com sustentabilidade, geração de renda e transformação social. À frente da produção de sabão ecológico biorremediador, feito a partir do reaproveitamento de óleo de cozinha usado, nove mulheres da comunidade, entre elas mães da Mangueira, vêm ressignificando o destino de resíduos, suas próprias trajetórias e as de suas famílias.

São elas as responsáveis por todas as etapas do processo produtivo: da triagem e filtragem do óleo à produção de ecosabões, detergentes e lava-roupas, passando pela operação de equipamentos, controle de qualidade e logística das Estações de Tratamento Comunitário.

A iniciativa integra as ações do Instituto Singular Ideias Inovadoras, por meio do projeto Omìayê, que atua na promoção da economia circular e da educação ambiental no território. No centro desse processo estão mães que encontram no projeto uma oportunidade de trabalho, autonomia financeira e maior presença na vida dos filhos.

Desde o início da operação, os resultados ambientais ajudam a dimensionar o impacto da iniciativa. Já foram coletados mais de 6.600 litros de óleo de cozinha usado, evitando a poluição de mais de 164 milhões de litros de água, o equivalente a cerca de 66 piscinas olímpicas. A partir desse processo, foram produzidos mais de 7.000 quilos de sabão ecológico, capazes de tratar mais de 6,5 milhões de litros de esgoto.

Também foram fabricados cerca de 1.600 litros de produtos líquidos, como detergente e lava-roupas, que contribuem para o tratamento de mais de 1,5 milhão de litros de efluentes, um volume próximo a 600 caixas d’água residenciais. Somam-se ainda mais de 103 mil litros de microrganismos aplicados, com capacidade de tratar aproximadamente 320 milhões de litros de esgoto.

Mais do que uma atividade produtiva e de conscientização ambiental, o trabalho desenvolvido na ecofábrica local impacta diretamente a dinâmica familiar. Ao atuar dentro da própria comunidade, essas mulheres reduzem o tempo de deslocamento, ampliam o convívio com os filhos e passam a participar mais ativamente do cotidiano doméstico, sem abrir mão da geração de renda.

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Esse equilíbrio entre trabalho e maternidade se reflete na organização da rotina e na forma como essas mulheres são reconhecidas dentro de casa. Para muitos filhos, o trabalho das mães no projeto se torna motivo de orgulho e referência de responsabilidade, cuidado e consciência ambiental. Uma dessas histórias é a de Monique Feliciano, 32 anos, que atua no processo de produção do sabão:

“Minha vida sempre foi marcada por muitas dificuldades. Já trabalhei em uma fábrica de bolos, mas era muito longe de casa e eu dependia da ajuda do meu marido para cuidar dos nossos filhos. Com o tempo, percebi que não estava conseguindo acompanhar o crescimento deles e decidi voltar para a Mangueira, que sou cria. Mas perder meu marido mudou tudo. Me vi sozinha, responsável por sustentar a casa e criar dois filhos. Foi aí que o projeto entrou”, afirma.

Hoje, ela vê a transformação na prática: “Quando comecei, foi muito desafiador aprender um trabalho novo e ter que ser pai e mãe ao mesmo tempo. Pensei em desistir algumas vezes, mas sempre que olho para os meus filhos eu me fortaleço. Eles sabem com o que eu trabalho e dizem que têm orgulho de mim. Aqui eu tenho trabalho e tempo de qualidade para estar presente na vida deles.”

Já para Richelle Miranda da Costa, de 19 anos e auxiliar de produção na ecofábrica, o projeto representa uma oportunidade de aprendizado e construção de futuro:

“Entrei no projeto por meio do Meninas e Mulheres do Morro. Quando me chamaram, eu vi como uma oportunidade de aprender, de ter uma profissão e construir algo pra mim. É um conhecimento que eu levo pra vida”, conta.

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Mãe de um menino de três anos, ela diz que o trabalho também começa a fazer parte da relação com o filho:

“Ele ainda é pequeno, mas já sabe que eu trabalho. Às vezes pergunta onde eu estou, e eu falo que estou no trabalho. Acho que, mesmo sem entender tudo, ele já vai crescendo vendo isso, sabendo que a mãe dele está correndo atrás.”

Além do impacto social, a iniciativa contribui diretamente para a preservação ambiental. O óleo de cozinha usado, que poderia contaminar milhares de litros de água se descartado de forma inadequada, é reaproveitado na produção de itens de limpeza distribuídos na própria comunidade, fortalecendo práticas sustentáveis no território.

Para Jéssica Delgado, Coordenadora Administrativa do projeto Omìayê, a transformação vai além do trabalho:

“Quando conheci essas mulheres, no início do projeto, muitas estavam desacreditadas delas mesmas, desmotivadas pelas dificuldades e pelas barreiras no mercado de trabalho. Hoje, vemos uma transformação real. Elas estão mais confiantes, mais dinâmicas e capazes de atuar em todas as etapas da produção. Esse processo também resgata a autoestima e a crença no próprio potencial”, declara.

Ela destaca ainda o impacto dentro das famílias: “Os filhos acompanham essa mudança. Eles conhecem o trabalho das mães, já vieram à fábrica e veem de perto essa transformação. Isso tem um valor enorme, porque essas mulheres passam a ser referência dentro de casa, como mães, como profissionais e como exemplo. O projeto transforma o território, mas, antes de tudo, transforma a vida dessas mulheres.”

No Dia das Mães, o Projeto Omiayê e a experiência da Mangueira evidencia como iniciativas locais podem promover mudanças profundas a partir do fortalecimento das mulheres. Ao unir geração de renda, educação ambiental e protagonismo feminino, o projeto mostra que o cuidado, com a casa, com os filhos e com o território, também pode ser uma ferramenta de transformação social.

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