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Possíveis impactos da reforma tributária nos setores comercial e industrial

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Após a aprovação do texto da reforma tributária pelo Senado Federal, vários setores da economia passaram a mensurar os efeitos das alterações trazidas pela reforma, que ainda vai passar por uma nova votação na Câmara dos Deputados.

O novo sistema unifica três tributos federais (IPI, PIS e Cofins) em uma nova contribuição, denominada Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O imposto estadual ICMS e o imposto municipal ISSQN, por sua vez, serão unificados no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Será criado também o Imposto Seletivo (IS), que incidirá sobre bens e serviços nocivos à saúde humana ou ao meio ambiente, como bebidas e cigarros, tendo como objetivo desestimular a produção e o consumo desses itens.

O objetivo central da reforma tributária é simplificar o sistema tributário e as obrigações acessórias, modernizar a legislação para adequações de práticas internacionais, além de proporcionar a neutralidade fiscal na cadeia de produção de bens e serviços.

Um outro avanço da reforma tributária é a instituição de uma alíquota nacional que será aplicada para todas as empresas independentemente do seu setor de atuação, ou seja, uma única alíquota para serviço, comércio e indústria.

A alíquota projetada pelo Governo Federal será um percentual entre 25,45% e 27,5%. Com essa informação, podemos concluir que o setor industrial deverá ser beneficiado com uma possível redução da carga tributária nominal e o setor comercial deverá se manter estável com a carga tributária. Já o setor de serviço terá um incremento de arrecadação, tendo em vista que a tributação média do serviço é de 14%.

Como dito, todos esses fatos positivos, caso sejam confirmados, podem ajudar no desenvolvimento tanto das áreas comercial quanto industrial.

Inegável que no atual cenário tributário a indústria e o comércio lidam com a parcela mais complexa da legislação tributária. Isso porque existem 27 entes federados, cada um com regras próprias de ICMS, além dos regimes especiais, legislação sobre substituição tributária, entre outras, e essa complexidade traz consigo um custo de conformidade muito alto e uma constante insegurança jurídica.

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Além da unificação de vários tributos e desburocratização do sistema de arrecadação, a reforma tributária busca criar menor distorção na carga tributária apurada ao longo da cadeia produtiva.

Atualmente, o nosso sistema não permite que as empresas apurem créditos tributários sobre todos os insumos necessários ao desenvolvimento da atividade empresarial.

Vale destacar também como ponto positivo a intitulada trava de referência, que é uma limitação na arrecadação incluída no texto da reforma pelo Senado. Pela regra, os novos tributos não poderão implicar uma arrecadação superior à média do que foi arrecadado nos últimos dez anos pelos tributos que serão extintos.

O objetivo será manter a carga tributária atual e uma média sobre o consumo possibilitando ao empresário se planejar a longo prazo do ponto de vista tributário. Esse fato gerará segurança para o mercado tanto nacional como internacional.

Vários pontos devem ser analisados, como o impacto da extinção dos benefícios fiscais de ICMS atualmente existentes, que por vezes influenciam a definição da localização geográfica da empresa, a forma de aproveitamento dos créditos acumulados decorrentes dos tributos que serão extintos, o efeito das novas regras na precificação com clientes e fornecedores, entre outros.

Ainda, a análise pormenorizada e com antecedência de todos esses pontos certamente contribuirá para um ganho de vantagem competitiva, pois possibilitará ao contribuinte antecipar-se às mudanças que estão por vir.

O setor industrial receberá todos os benefícios da cadeia produtiva, pois neutralizará as distorção dos efeitos econômicos da cadeia produtiva ao adotar a sistemática do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), pois o contribuinte terá pleno direito ao aproveitamento de créditos dos produtos e serviços adquiridos e poderá se apropriar, na forma de crédito escritural, de toda a tributação (IBS e CBS) incidentes na cadeia anterior, tendo direito de compensar tais valores com os tributos incidentes na venda de produtos industrializados.

Em outras palavras, o IVA deve ampliar a base de créditos. A expectativa é que todas as despesas sejam incluídas como crédito, por exemplo: gastos com inovação, pesquisa e desenvolvimento.

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Com isso, práticas que elevem a competitividade podem ser incentivadas tanto no setor industrial, como no atacado e varejo. Também é esperada maior flexibilidade financeira pelo uso mais rápido e estratégico desses créditos.

Para o setor industrial a simplificação na recuperação de créditos e as alíquotas mais equilibradas podem traduzir-se em economias substanciais, permitindo que as empresas invistam recursos de maneira estratégica.

Assim será possível ofertar produtos a preços mais competitivos, além de atrair investimentos estrangeiros, o que pode fomentar a expansão do setor.

Portanto, é possível afirmar que a reforma tributária, além de proporcionar um ambiente mais previsível e seguro juridicamente, poderá encorajar a adoção de novas tecnologias e práticas eficientes, potencialmente moldando o futuro do setor industrial no Brasil.

Assim, empresas que se prepararem estrategicamente para a reforma, antecipando desafios e capitalizando oportunidades, poderão liderar uma nova era industrial no Brasil. A reforma tributária oferece uma chance única para o setor se reinventar, tornando-se mais competitivo tanto no mercado interno quanto no cenário internacional.

*Angelo Ambrizzi é head tributário no Marcos Martins Advogados

Sobre o Marcos Martins Advogados

O Marcos Martins Advogados é um escritório especializado nas práticas de direito empresarial e societário, tributário, trabalhista, contencioso, arbitragem e insolvência. Fundado em 1983, tem como objetivo guiar os clientes assegurando o presente e impulsionando o futuro dos seus negócios, com uma equipe de profissionais conceituados, visão estratégica, parceria com os clientes, sólida governança e uma gestão que é referência no setor.  Em 2023, o Marcos Martins Advogados foi reconhecido no ranking do IFLR1000 na área de M&A e no ranking do ITR World Tax, na categoria Tax Controversy. No ano passado, ficou em primeiro lugar no Prêmio Análise DNA+Fenalaw 2022 na categoria Gestão; foi eleito o Escritório Mais Admirado pelo Ranking Análise Advocacia no Setor Econômico: Financeiro; e um dos Escritórios Mais Admirados do Interior de São Paulo pelo Ranking Análise Advocacia Regional 2022 e 2023.  https://www.marcosmartins.adv.br/pt/

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Mais do que números, Palmas vive um ciclo de confiança

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Por Zé Luiz da 63

Os números divulgados nesta semana sobre a abertura de 6.653 novas empresas em Palmas nos primeiros cinco meses de 2026 merecem mais do que comemoração. Eles exigem reflexão.

Cada CNPJ aberto representa alguém que decidiu assumir riscos, investir recursos, gerar empregos e acreditar no futuro da nossa cidade. Empreender nunca foi apenas abrir uma empresa. É fazer uma aposta diária no desenvolvimento.

Os dados revelam algo importante: Palmas está vivendo um ciclo de confiança.

Quando a construção civil cresce, significa que pessoas estão investindo, famílias estão realizando sonhos e empresas enxergam perspectivas de expansão. Quando a logística avança, percebemos uma economia mais integrada, mais competitiva e preparada para novos mercados. Quando o setor de serviços amplia sua presença, vemos milhares de pequenos empreendedores transformando talento em renda.

Esses movimentos não acontecem por acaso.

Eles são resultado do trabalho de quem produz, da atuação das entidades empresariais, das políticas públicas que favorecem o ambiente de negócios e, principalmente, da coragem do empreendedor palmense.

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Mas crescimento também traz responsabilidades.

Precisamos continuar reduzindo burocracias, fortalecendo a segurança jurídica, qualificando mão de obra, incentivando a inovação e criando um ambiente cada vez mais favorável para quem deseja investir.

É justamente nesse ponto que as entidades empresariais assumem um papel ainda mais relevante.

Uma associação comercial forte não existe apenas para representar empresários. Ela conecta pessoas, constrói pontes entre os setores produtivos, promove conhecimento, incentiva parcerias e participa ativamente da construção de políticas que impulsionam o desenvolvimento econômico.

A ACIPA tem desempenhado esse papel com protagonismo nos últimos anos, ampliando sua presença, fortalecendo o associativismo e aproximando empresários de todos os segmentos. Esse trabalho precisa continuar evoluindo, acompanhando o ritmo de crescimento de Palmas.

Tenho convicção de que o desenvolvimento econômico não acontece apenas dentro das empresas. Ele nasce da união entre empresários, entidades, instituições e poder público, todos comprometidos com um mesmo objetivo: fazer nossa cidade crescer de forma sustentável.

Palmas ainda tem um enorme potencial a ser explorado. Nossa localização estratégica, nossa capacidade empreendedora e a força do nosso setor produtivo nos colocam em posição privilegiada para liderar o desenvolvimento do Tocantins.

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Os mais de seis mil novos negócios registrados neste ano não representam uma linha em um relatório estatístico.

Representam milhares de histórias de coragem.

E quando uma cidade multiplica a coragem de quem empreende, ela multiplica também as oportunidades para toda a sociedade.

O futuro de Palmas continuará sendo construído por quem acredita nela. E essa sempre será a maior riqueza da nossa Capital.

Zé Luiz da 63 é empresário, CEO da 63 Uniformes,
Diretor de indústria da Acipa e Superintendente de Indústria e Comércio da Sics

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