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Pipas na rede elétrica oferecem riscos: veja como evitar acidentes

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As férias escolares são um convite para as brincadeiras ao ar livre e, entre as mais tradicionais desta época do ano, está a de soltar pipa. A prática, no entanto, deve ocorrer em locais abertos e longe da rede elétrica para evitar acidentes.
Quando uma pipa enrosca na fiação, há risco de choque elétrico e de interrupções no fornecimento de energia. Ao longo de 2025 foram registradas 28 ocorrências envolvendo pipas na rede elétrica no Tocantins, que impactaram o fornecimento de energia para mais de 30 mil unidades consumidoras. Araguaína concentra o maior número de casos, com oito ocorrências, seguida por Palmas e Dianópolis, com três registros cada.
Outro fator que favorece a prática nesta época do ano é o aumento da intensidade dos ventos em algumas regiões do Estado. De acordo com o Grupo Storm, empresa que presta consultoria de monitoramento climático à Energisa, há previsão de rajadas entre 30 e 55 km/h nos próximos dias, principalmente nas regiões Sul e Central do Tocantins. Por isso, a orientação é escolher locais amplos e afastados da rede elétrica, reduzindo o risco de que as rajadas de vento levem a pipa em direção à fiação.
A coordenadora de Segurança da Energisa Tocantins, Luciana Santos Teixeira, reforça que a escolha do local onde a brincadeira será realizada é a principal medida para evitar acidentes.
“Parques, campos e outras áreas abertas são os locais mais indicados para soltar pipa, porque reduzem o risco de ela atingir a rede elétrica. Essa escolha protege quem participa da brincadeira, evita danos à rede e reduz as chances de interrupções no fornecimento de energia. Caso a pipa fique presa na fiação, ninguém deve tentar retirá-la. Apenas profissionais autorizados e capacitados podem realizar intervenções na rede elétrica”, destaca.
A distribuidora também orienta que não sejam utilizados cerol, linha chilena, fios metálicos ou papel laminado na confecção das pipas. Materiais metálicos ou revestidos com esse material conduzem eletricidade e, quando entram em contato com a rede, aumentam o risco de choque elétrico. Já o cerol e a linha chilena podem provocar acidentes graves com motociclistas, ciclistas e pedestres, além de danificar cabos da rede elétrica.
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CIDADES

TCE encerra ciclo de escutas sociais em 12 municípios do Tocantins

O programa TCE de Olho no Futuro concluiu a segunda edição dos Encontros de Escuta, realizados entre abril e 16 de junho de 2026 em 12 municípios do Tocantins. As últimas etapas ocorreram em Couto Magalhães e Colméia, onde crianças, famílias e gestores apontaram demandas nas áreas de educação, saúde e assistência social.

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TCE de Olho no Futuro conclui segunda edição com escutas em 12 municípios

O programa TCE de Olho no Futuro – Aliança pela Primeira Infância concluiu nesta terça‑feira (16 de junho de 2026) a etapa de Encontros de Escuta da segunda edição, iniciada em meados de abril de 2026. Ao todo, o Tribunal de Contas do Estado (TCETO) e 18 parceiros passaram por 12 municípios que apresentavam indicadores sociais desfavoráveis nas áreas de saúde, educação e assistência social.

Objetivo e metodologia

Os Encontros de Escuta propuseram a prática da escuta ativa, reunindo crianças, adolescentes, famílias, membros da comunidade, gestores públicos e representantes da sociedade civil. O objetivo foi identificar demandas locais e subsidiar diagnósticos situacionais para a construção de Planos de Ação Intersetoriais.

Couto Magalhães: diálogo e orientação técnica

Couto Magalhães recebeu a caravana na tarde de segunda‑feira, 15 de junho. O titular da relatoria da Região do Vale do Araguaia, Manoel Pires dos Santos, destacou a disponibilidade da equipe técnica do Tribunal para orientar os gestores no planejamento das ações após o diagnóstico.

Na abertura do encontro, realizado na Escola de Campo Senador João Ribeiro, a participação da comunidade foi ressaltada como essencial para a identificação das necessidades locais. Crianças e jovens manifestaram cobranças referentes à alimentação escolar, transporte, saúde e espaços de lazer.

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Entre os relatos, o estudante Leonel Nascimento, de 12 anos, pediu mais aulas práticas de educação física na escola de tempo integral. A conselheira tutelar Isamar da Silva Oliveira, moradora do Projeto de Assentamento Bonanza, enalteceu o espaço de expressão proporcionado pela ação.

Colméia: segurança e infraestrutura escolar

O último encontro ocorreu nesta terça‑feira, 16 de junho, no Espaço Cultural de Colméia. Estudantes, como a aluna Maria Clara Alves dos Santos, de 12 anos, solicitaram maior segurança nas escolas e a instalação de laboratório de informática.

O prefeito Pedro Clesio Ribeiro registrou satisfação pela iniciativa do Tribunal e agradeceu o apoio dos parceiros e da equipe técnica para aprimorar as políticas públicas voltadas à primeira infância.

Compromissos e resultados locais

Nos encontros realizados em Couto Magalhães e Colméia houve avanço em ações de prevenção ao uso de drogas: ambos os prefeitos assinaram compromisso de adesão ao Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), coordenado pela Polícia Militar em parceria com as escolas.

Ao final, o coordenador do programa, conselheiro Severiano Costandrade, afirmou que a iniciativa oferece caminhos para solucionar problemas e entregar serviços de saúde, educação e assistência social de melhor qualidade às famílias tocantinenses.

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Parcerias

O programa contou com a participação de 18 instituições parceiras, entre elas o Governo do Tocantins, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), o Ministério Público do Tocantins (MPTO), a Defensoria Pública do Estado (DPE), secretarias estaduais, órgãos de controle e entidades como UNICEF, FIETO, Energisa, BRK e o Hospital de Amor.

Material fotográfico

O Tribunal disponibilizou registros fotográficos dos encontros. Acesse as fotos do evento em Couto Magalhães e Colméia:

Próximos passos

Com os diagnósticos situacionais resultantes das escutas, a equipe técnica do Tribunal e os parceiros devem apoiar os municípios na elaboração e implementação dos Planos de Ação Intersetoriais para aprimorar políticas públicas voltadas à primeira infância e às famílias.

Assessoria de Comunicação
Tribunal de Contas do Estado do Tocantins

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