As férias escolares são um convite para as brincadeiras ao ar livre e, entre as mais tradicionais desta época do ano, está a de soltar pipa. A prática, no entanto, deve ocorrer em locais abertos e longe da rede elétrica para evitar acidentes.
Quando uma pipa enrosca na fiação, há risco de choque elétrico e de interrupções no fornecimento de energia. Ao longo de 2025 foram registradas 28 ocorrências envolvendo pipas na rede elétrica no Tocantins, que impactaram o fornecimento de energia para mais de 30 mil unidades consumidoras. Araguaína concentra o maior número de casos, com oito ocorrências, seguida por Palmas e Dianópolis, com três registros cada.
Outro fator que favorece a prática nesta época do ano é o aumento da intensidade dos ventos em algumas regiões do Estado. De acordo com o Grupo Storm, empresa que presta consultoria de monitoramento climático à Energisa, há previsão de rajadas entre 30 e 55 km/h nos próximos dias, principalmente nas regiões Sul e Central do Tocantins. Por isso, a orientação é escolher locais amplos e afastados da rede elétrica, reduzindo o risco de que as rajadas de vento levem a pipa em direção à fiação.
A coordenadora de Segurança da Energisa Tocantins, Luciana Santos Teixeira, reforça que a escolha do local onde a brincadeira será realizada é a principal medida para evitar acidentes.
“Parques, campos e outras áreas abertas são os locais mais indicados para soltar pipa, porque reduzem o risco de ela atingir a rede elétrica. Essa escolha protege quem participa da brincadeira, evita danos à rede e reduz as chances de interrupções no fornecimento de energia. Caso a pipa fique presa na fiação, ninguém deve tentar retirá-la. Apenas profissionais autorizados e capacitados podem realizar intervenções na rede elétrica”, destaca.
A distribuidora também orienta que não sejam utilizados cerol, linha chilena, fios metálicos ou papel laminado na confecção das pipas. Materiais metálicos ou revestidos com esse material conduzem eletricidade e, quando entram em contato com a rede, aumentam o risco de choque elétrico. Já o cerol e a linha chilena podem provocar acidentes graves com motociclistas, ciclistas e pedestres, além de danificar cabos da rede elétrica.
