INSCRIÇÕES ESTÃO ABERTAS
UFT oferta 40 vagas para o curso de Educação do Campo em Arraias
A Universidade Federal do Tocantins divulgou edital do Processo Seletivo por Análise Curricular do curso de Educação do Campo, Câmpus de Arraias, para o período 2024/1.
São ofertadas 40 vagas para o preenchimento do quadro do curso de graduação em Educação do Campo (Licenciatura): Habilitação em Artes Visuais e Música.
Para concorrer, não é necessário fazer provas, apenas apresentar os documentos exigidos no edital dentro do prazo. O período de inscrição começa no dia 9, por meio do site da Copese, e termina em 23 de maio.
EDUCAÇÃO
Professora da ETI Margarida Lemos usa IA para despertar criatividade
Professora da ETI Margarida Lemos usa Inteligência Artificial nas aulas de teatro para estimular criatividade, pesquisa e protagonismo dos alunos. O projeto gerou exposição, obras para um livro e adaptações teatrais.
Projeto transforma Inteligência Artificial em ferramenta pedagógica
A professora de teatro Albetiza Alves de Souza, a Tia Bel, transformou a Inteligência Artificial (IA) em recurso didático na Escola de Tempo Integral (ETI) Margarida Lemos. O projeto integra tecnologia e arte para estimular a imaginação, a pesquisa e o protagonismo dos estudantes.
Metodologia e produções
Nas aulas de teatro, a IA passou a ser usada para apoiar a criação de imagens digitais e a construção de narrativas. Os alunos produziram:
- imagens digitais;
- histórias em quadrinhos;
- poesias e cordéis;
- tirinhas e peças teatrais.
A professora orientou os estudantes na elaboração dos comandos (prompts) e na pesquisa sobre teatro, personagens e diálogos, mostrando como detalhar as ideias para obter resultados mais próximos do imaginado.
Desafios e aprendizagem
O trabalho começou com dúvidas sobre o uso de celulares e da IA em sala. Sobre a fase inicial, Albetiza relatou: “Quando criei esse trabalho, pensei que não daria certo. Houve até uma certa rejeição no começo. Mas percebi que muitos alunos já utilizavam a Inteligência Artificial e decidi transformar esse interesse em aprendizagem. Passei a ensinar como usar a ferramenta para pesquisar sobre teatro, criar personagens, desenvolver diálogos e construir histórias”.
Aos poucos, os estudantes aprenderam a ajustar os comandos e a acrescentar detalhes para aprimorar as imagens e os textos produzidos.
Cultura local e exposição
Cada turma trabalhou temas variados, entre eles aventuras na escola, histórias do Cerrado, lendas regionais, culturas tradicionais e narrativas sobre o fundo do mar. O resultado motivou a organização de uma exposição com os trabalhos produzidos dentro da unidade.
Segundo a professora, o objetivo é ampliar o acesso dos alunos aos espaços culturais da cidade. “Queremos levar essa exposição para outros lugares. Muitos estudantes ainda não conhecem espaços importantes da nossa cidade, como teatros e centros culturais. A intenção é que eles conheçam melhor a própria história, a cultura local e os lugares onde vivem”, afirmou.

Inclusão e resultados
O projeto revelou-se inclusivo e mobilizador. Albetiza destacou o envolvimento de estudantes que participavam pouco das atividades: “Eu chorei quando percebi o quanto eles eram capazes. Alguns alunos que pareciam não estar envolvidos me surpreenderam com trabalhos incríveis. Foi uma experiência que mostrou que todos podem criar quando recebem oportunidade, orientação e incentivo”.
Além da exposição, o projeto seguirá com a produção de um livro reunindo as obras e com a adaptação das histórias para cenas teatrais, para que os autores assistam às suas criações no palco.
Protagonismo estudantil
Entre os trabalhos, a estudante do 6º ano Karine Ferreira Carvalho pesquisou sobre o Cerrado e sua importância cultural. Karine explicou que a IA auxiliou na construção das imagens, mas que foi necessário aperfeiçoar os comandos:
“No começo, o que a IA me entregou era bonito, mas não era exatamente o que eu queria. Então fui acrescentando detalhes, pedindo para incluir elementos da cultura indígena, comidas típicas como pequi, baru, pamonha e também plantas do Cerrado. Quando consegui colocar tudo isso, vi que o trabalho ficou perfeito”.
Para a aluna, a experiência evidenciou que a tecnologia depende da orientação humana: “Precisamos dar os comandos certos para que o resultado fique realmente do jeito que imaginamos. A IA ajuda muito, mas é a nossa ideia que faz a diferença”.
Apoio da direção
Margaret Pereira, diretora da ETI Margarida Lemos, avaliou a iniciativa como uma proposta que envolveu a comunidade escolar e potencializou habilidades dos estudantes: “Nossos corredores estão repletos de pura arte. Os trabalhos dos nossos estudantes estão grandiosos e muito ricos de informações e sentimentos. Ela estimulou a pesquisa e a produção, e as habilidades de cada um surgiram com muita maestria”.
O projeto, que já resultou em exposição interna, terá novas etapas com circulação e publicações previstas pela escola.
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