Eleições 2026
Eventual disputa entre Wanderlei e Eduardo Siqueira ameaça equilíbrio da aliança de Dorinha
Nos bastidores da política tocantinense, a avaliação de que o governador Wanderlei Barbosa pretende disputar a Prefeitura de Palmas em 2028 já é tratada como um cenário provável por aliados e adversários. Embora o governador não tenha confirmado qualquer intenção nesse sentido, a possibilidade começou a despertar uma preocupação dentro do grupo político da senadora Dorinha Seabra, hoje principal aposta de Wanderlei para sua sucessão no Governo do Tocantins.
A leitura feita por interlocutores é que, caso Dorinha vença a eleição deste ano, ela poderá enfrentar um teste político logo no início do mandato. Isso porque a senadora também conta com o apoio irrestrito do prefeito Eduardo Siqueira Campos, potencial candidato à reeleição na capital. Uma eventual disputa entre Wanderlei e Eduardo colocaria a futura governadora diante da necessidade de escolher entre dois dos principais aliados responsáveis por sua chegada ao Palácio Araguaia.
O histórico recente contribui para alimentar essa percepção. Em 2024, Wanderlei apoiou Janad Valcari contra Eduardo Siqueira Campos na disputa pela Prefeitura de Palmas, vencida pelo atual prefeito no segundo turno. Desde então, episódios envolvendo a capital passaram a ser observados com atenção pelo meio político. O desgaste da gestão municipal provocado pela investigação da Polícia Civil sobre a terceirização das UPAs é interpretado por parte dos interlocutores como um fator que pode enfraquecer Eduardo diante de um eventual confronto futuro.
Outro episódio citado nos bastidores ocorreu durante o lançamento das obras de pavimentação da quadra 1007 Sul, em Palmas. Sem a presença do prefeito, Wanderlei destacou o papel do governo estadual na execução do projeto e classificou a obra como uma resposta a uma demanda histórica da população, sem dividir os créditos com a administração municipal. Para lideranças políticas, movimentos como esse indicam que, embora a disputa ainda esteja distante, as articulações para 2028 já começam a influenciar as relações dentro do grupo que hoje tenta conduzir Dorinha ao governo estadual.
Em Pauta
Movimento de Irajá abre crise no PSD e alimenta especulações sobre aproximação com Vicentinho
O lançamento de Ivonete Lima como pré-candidata ao Senado pelo PSD, anunciado nesta terça-feira, 7, pelo senador Irajá Abreu, abriu a maior crise interna da legenda desde a formação da aliança com o PT para as eleições de 2026. O movimento surpreendeu a direção estadual do partido, comandada pelo vice-governador e pré-candidato ao governo Laurez Moreira, que não participou do evento e afirmou desconhecer a iniciativa. A ausência foi interpretada no meio político como um sinal de distanciamento em relação à decisão tomada por Irajá.
O impasse ocorre porque o entendimento político firmado entre PSD e PT previa que a chapa majoritária teria apenas um nome do PSD para o Senado — a reeleição de Irajá — e uma vaga destinada ao PT, ocupada pelo ex-deputado federal Paulo Mourão. Ao lançar uma segunda pré-candidatura ao Senado dentro do próprio PSD, Irajá cria um fato político que contraria a construção conduzida por Laurez e coloca em dúvida a manutenção do acordo entre os dois partidos.
Nos bastidores, dirigentes do PSD passaram a tratar o episódio como um movimento unilateral do senador, sem respaldo da executiva estadual. A avaliação é que, caso Irajá insista na composição com dois nomes do PSD para o Senado, a tendência é aprofundar o conflito interno e tornar inviável o desenho negociado com os petistas.
A crise também deu força a uma nova especulação no meio político: a possibilidade de Irajá deixar a composição liderada por Laurez e buscar espaço na chapa do pré-candidato ao governo Vicentinho Júnior (PSDB), que ainda mantém uma vaga ao Senado em aberto. Até o momento, não há qualquer confirmação de negociação, mas o lançamento de uma segunda candidatura ao Senado pelo PSD passou a ser interpretado por interlocutores como um movimento que dificulta sua permanência na aliança construída por Laurez e amplia as incertezas sobre o destino político do senador.
Uma possível ida de Irajá para chapa tucana esbarra em um obstáculo político relevante: Carlesse, anunciado horas antes como suplente de Irajá, tem histórico de enfrentamento com Vicentinho e sua família. Em 2018, Carlesse derrotou o pai do pré-candidato tucano no segundo turno da eleição suplementar ao governo do Tocantins, depois disso Vicentinho Júnior foi um dos mais ferrenhos opositores de Carlesse durante sua gestão até seu afastamento do cargo de governador. Essa rivalidade pode surgir como um dos fatores que dificultariam uma eventual composição entre os dois grupos.
-
ELEIÇÕES 20263 dias atrásIratã Abreu reforça articulação com coordenação estratégica do MDB Tocantins para debate sobre o futuro do Tocantins
-
NEGÓCIOS3 dias atrásBotik, marca de skincare do Boticário, cria categoria ‘antiderretimento’ no Brasil e lança o primeiro protocolo que trata a flacidez do emagrecimento rápido
-
GERAL3 dias atrásMPTO aciona BRK na Justiça e pede medidas urgentes contra mau cheiro e poluição do ar na ETE Norte, em Palmas
-
CIDADES5 dias atrásCom Wanderlei Barbosa e Karynne Sotero, Eduardo Fortes acompanha obras do HGG
-
ELEIÇÕES 20261 dia atrásJustiça Eleitoral do Tocantins realiza capacitação para partidos sobre novos sistemas das Eleições 2026
-
NEGÓCIOS3 dias atrásDe Buriti para Brasil Terrenos: celebração de nova fase com a campanha milionária “Virada de Prêmios Brasil Terrenos”
-
PALMAS3 dias atrásTCE alerta Eduardo Siqueira sobre uso de tabelas privadas em contratações da Prefeitura de Palmas
-
Em Pauta3 dias atrásAtuação parlamentar de Eduardo Fortes reforça agenda municipalista no Tocantins



