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Em Pauta
Laurez chega ao segundo semestre sem alianças consolidadas e vê espaço político encolher na disputa de 2026
A pré-candidatura do vice-governador Laurez Moreira ao Palácio Araguaia atravessa um momento de indefinição que tem alimentado dúvidas até entre setores que, meses atrás, apostavam em sua capacidade de construir uma alternativa competitiva para 2026. A avaliação de interlocutores próximos ao grupo é que o PSD ainda não conseguiu converter a presença de Laurez na vice-governadoria em uma candidatura com capilaridade política suficiente para disputar espaço com os projetos que já se movimentam de forma mais estruturada no estado.
Parte dessa dificuldade passa pela própria composição desenhada até aqui. A chapa majoritária reúne, além de Laurez ao governo, o senador Irajá Abreu na busca pela reeleição e o ex-governador Mauro Carlesse como pré-candidato ao Senado. Todos são filiados ao PSD. Na prática, a construção reduz as possibilidades de acomodação de outras forças políticas na majoritária, restando apenas a vaga de vice como espaço para negociações. O principal interlocutor potencial nesse cenário é o PT, mas as conversas seguem sem definição.
Nos bastidores petistas, há avaliações de que o vice-governador demorou a consolidar alianças e a apresentar um desenho político mais claro para a disputa. O impasse alimenta discussões internas sobre caminhos alternativos para a legenda. Entre os cenários debatidos por integrantes do partido está a possibilidade de uma composição própria ou de uma chapa construída sem a participação de Laurez, com nomes como Kátia Abreu e Paulo Mourão aparecendo entre as opções citadas em conversas reservadas.
A demora na definição também tem impacto sobre a percepção de viabilidade do projeto. Enquanto adversários e aliados em potencial avançam na montagem de chapas, distribuição de espaços e alinhamento regional, o grupo ligado ao vice-governador ainda busca transformar conversas em compromissos políticos concretos. O resultado é uma pré-campanha que não conseguiu, até o momento, produzir movimentos capazes de alterar o cenário eleitoral ou ampliar de forma significativa sua base de sustentação.
O histórico recente também influencia as análises. Entre setembro e dezembro do ano passado, Laurez assumiu o comando do Estado durante o afastamento do governador Wanderlei Barbosa. O período aprofundou o distanciamento entre os dois, que já vinham em rota de rompimento. À época, Wanderlei chegou a afirmar publicamente que o vice teria conspirado contra seu governo, episódio que consolidou a separação política entre ambos.
A menos de três meses do período das convenções partidárias, o desafio de Laurez é demonstrar capacidade de ampliar alianças e transformar uma pré-candidatura ainda cercada de incertezas em um projeto eleitoral efetivamente consolidado. Nos bastidores, seguem as especulações sobre possíveis rearranjos políticos até julho, mas, por enquanto, o vice-governador ainda busca os movimentos que possam recolocar sua candidatura no centro das articulações de 2026.
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