POLÍCIA
Em menos de 6 horas, Polícia Civil desvenda homicídio e prende autor do crime em Guaraí
Crime teria sido motivado por um suposto furto de R$ 50 reais do autor pela vítima há cerca de três meses.
A Polícia Civil do Estado do Tocantins solucionou, em menos de 6 horas, um homicídio qualificado praticado na madrugada desta quarta-feira (07), em Guaraí.
De acordo com o delegado titular da Delegacia Especializada em Investigações Criminais – DEIC, de Guaraí, Adriano Carrasco, após tomar conhecimento do encontro do cadáver de Lázaro de Sousa Fontes de, 23 anos, na manhã do dia do crime, foi realizado atendimento no local pela equipe plantonista de policiais civis, comandada pelo delegado Gustavo Henrique, o qual adotou todos os procedimentos necessários para dar início às investigações.
Em seguida, a equipe da DEIC, coordenada pelo delegado Adriano Carrasco, iniciou os levantamentos, sendo que poucas horas depois, descobriu a autoria e a localização do homicida, possibilitando sua prisão ainda em flagrante delito. No mesmo local da prisão foi encontrada a arma do crime: um machado.
Durante sua prisão, o indivíduo de iniciais R.L.C., de 23 anos de idade, não só admitiu a prática do crime como deu detalhes da execução, apresentando como justificativa “um suposto furto de R$ 50,00, que teria sido praticado, há 3 meses, pela vítima, o que gerou um sentimento de vingança em R.L.C”, disse o delegado Adriano.
Adriano Carrasco também ressaltou que, durante as investigações, os policiais civis da DEIC-Guaraí conseguiram traçar a dinâmica do crime. “Descobrimos que, ainda na madrugada, por volta das 4h, R.L.C, armado com uma faca, o autor invadiu a residência da vítima, com a intenção de assassiná-la. No entanto, ao perceber a aproximação do autor, Lázaro acordou e entrou em luta corporal com o agressor, mas recebeu a primeira facada. Em seguida, para tentar se defender, a vítima se apossou de um machado, que foi tomado pelo autor, sendo desferidos três golpes contra a cabeça da vítima, causando sua morte quase que de forma instantânea” frisou o delegado.
Após ser capturado, R.L.C foi conduzido à Central de Atendimento da Polícia Civil, em Guaraí, e, após a realização dos procedimentos legais cabíveis, recolhido à Casa de Prisão Provisória de Guaraí, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário local.
POLÍCIA
Operação mira esquema de sonegação de ICMS de R$ 26,4 milhões e cumpre mandados em Palmas e Gurupi
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã da última sexta-feira (26), a Operação Vital para desarticular um grupo investigado por um esquema de sonegação de ICMS que, segundo a investigação, causou prejuízo de R$ 26,4 milhões aos cofres estaduais. A ação teve como alvo uma organização suspeita de praticar sonegação fiscal, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A investigação teve início a partir de uma representação fiscal encaminhada pela Superintendência de Enfrentamento a Fraudes Fiscais Estruturadas (SEFFE), da Secretaria da Fazenda do Tocantins (Sefaz). A operação também integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais de Palmas e Gurupi. Durante as diligências na capital, um dos investigados foi preso em flagrante após os policiais encontrarem uma pistola calibre 9 mm mantida de forma irregular.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava empresas registradas em nome de terceiros para concentrar débitos tributários e ocultar os verdadeiros responsáveis pelas operações. As empresas realizavam compras interestaduais em grande volume, mas deixavam de transmitir a Escrituração Fiscal Digital (EFD), documento obrigatório para o controle da arrecadação do ICMS.
As investigações apontam que os estabelecimentos funcionavam apenas formalmente, sem estrutura compatível com o volume de mercadorias registrado. A suspeita é de que cargas de bebidas e energéticos fossem destinadas documentalmente a empresas sediadas em Gurupi, mas desviadas antes da entrega para outros locais, com o objetivo de dificultar a fiscalização tributária.
Segundo a Polícia Civil, a maior parte das mercadorias adquiridas pelas empresas investigadas em 2025 teria sido direcionada a um estabelecimento localizado em Palmas, apontado como o principal beneficiário do esquema.
Os investigadores também identificaram indícios de que a administração das empresas era exercida por uma pessoa que não figurava formalmente como sócia, mas detinha poderes para gerenciar os negócios e emitir documentos fiscais considerados ideologicamente falsos. A investigação também apura a participação de profissionais responsáveis pela contabilidade das empresas na operacionalização da fraude.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, computadores, documentos contábeis, fiscais e societários. O material passará por perícia e será incorporado ao inquérito, que continua para esclarecer a estrutura financeira do grupo, a sucessão societária das empresas e a possível participação de outros envolvidos.
A operação contou com apoio de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda, além de equipes especializadas da Polícia Civil e da Polícia Científica.
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