POLÍCIA
Mulher bêbada e sem CNH é presa após desacatar policiais militares
A detenção da suspeita ocorreu na madrugada de domingo em Porto Nacional.
Uma mulher de 24 anos foi presa na madrugada deste domingo (6) em Porto Nacional após ser flagrada dirigindo embriagada e sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), informou a Polícia Militar (PM). Segundo a corporação, durante a abordagem ela ainda desacatou os militares. No carro foram encontradas mais de 20 garrafas de cerveja. (continua abaixo)
A prisão aconteceu no setor Novo Planalto. No local os policiais deram ordem de parada ao veículo, que era ocupado por dois casais. Os policiais notaram que a motorista dirigia com a capacidade psicomotora alterada e “apresentava visíveis sinais de embriaguez como olhos vermelhos, forte odor etílico e agressividade”, afirmou a PM.
A mulher confessou que estava ingerindo bebida alcóolica desde 15h de sábado (5) e começou a desacatar a equipe de policiais. Ela também relatou não possuir habilitação e que o veículo era de um homem de 28 anos, que também estava no carro.
Durante revista no veículo foram localizadas 22 garrafas de cerveja de 300 ml vazias.
Os policiais deram voz de prisão à condutora. Ela e o proprietário do automóvel foram levados para a delegacia de Polícia Civil, onde foi feito um laudo de constatação de embriaguez. A mulher deve responder por embriaguez ao volante e desacato. Já o homem assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por entregar a direção do veículo a pessoa não habilitada.
POLÍCIA
Operação mira esquema de sonegação de ICMS de R$ 26,4 milhões e cumpre mandados em Palmas e Gurupi
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã da última sexta-feira (26), a Operação Vital para desarticular um grupo investigado por um esquema de sonegação de ICMS que, segundo a investigação, causou prejuízo de R$ 26,4 milhões aos cofres estaduais. A ação teve como alvo uma organização suspeita de praticar sonegação fiscal, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A investigação teve início a partir de uma representação fiscal encaminhada pela Superintendência de Enfrentamento a Fraudes Fiscais Estruturadas (SEFFE), da Secretaria da Fazenda do Tocantins (Sefaz). A operação também integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais de Palmas e Gurupi. Durante as diligências na capital, um dos investigados foi preso em flagrante após os policiais encontrarem uma pistola calibre 9 mm mantida de forma irregular.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava empresas registradas em nome de terceiros para concentrar débitos tributários e ocultar os verdadeiros responsáveis pelas operações. As empresas realizavam compras interestaduais em grande volume, mas deixavam de transmitir a Escrituração Fiscal Digital (EFD), documento obrigatório para o controle da arrecadação do ICMS.
As investigações apontam que os estabelecimentos funcionavam apenas formalmente, sem estrutura compatível com o volume de mercadorias registrado. A suspeita é de que cargas de bebidas e energéticos fossem destinadas documentalmente a empresas sediadas em Gurupi, mas desviadas antes da entrega para outros locais, com o objetivo de dificultar a fiscalização tributária.
Segundo a Polícia Civil, a maior parte das mercadorias adquiridas pelas empresas investigadas em 2025 teria sido direcionada a um estabelecimento localizado em Palmas, apontado como o principal beneficiário do esquema.
Os investigadores também identificaram indícios de que a administração das empresas era exercida por uma pessoa que não figurava formalmente como sócia, mas detinha poderes para gerenciar os negócios e emitir documentos fiscais considerados ideologicamente falsos. A investigação também apura a participação de profissionais responsáveis pela contabilidade das empresas na operacionalização da fraude.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, computadores, documentos contábeis, fiscais e societários. O material passará por perícia e será incorporado ao inquérito, que continua para esclarecer a estrutura financeira do grupo, a sucessão societária das empresas e a possível participação de outros envolvidos.
A operação contou com apoio de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda, além de equipes especializadas da Polícia Civil e da Polícia Científica.
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