SAÚDE
Tocantins recebe segunda remessa de medicamentos comprados via requisição administrativa
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) recebeu nesta quinta-feira, 22, a segunda remessa de medicamentos comprados via requisição administrativa. Os fármacos serão destinados a pacientes em tratamento para câncer.
A requisição foi realizada pela SES, para dar agilidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida visa suprir as demandas de pacientes que se enquadram nos protocolos do Ministério da Saúde (MS) e são assistidos por hospitais e pela Assistência Farmacêutica do Estado, ou que solicitaram via decisões judiciais o fornecimento de medicamentos.
A Pasta recebeu 1.400 caixas de Alkeran-melfalana 2 mg (25 comprimidos), que é um medicamento utilizado no combate a algumas formas de tumores (mieloma múltiplo-câncer que se desenvolve na medula óssea), câncer ovariano avançado, câncer de mama, que atuam destruindo as células cancerosas e impedindo sua reprodução desordenada.
“Aos poucos, estamos regularizando os estoques e proporcionando a continuidade do tratamento das pessoas que fazem acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde tocantinense. Ainda estamos aguardando novas remessas e as pessoas que aguardam serão atendidas”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Afonso Piva.
Fonte: Saúde – GOV TO
SAÚDE
Saúde busca novo modelo com mais integração e uso de dados
A ampliação da cooperação entre o SUS e a saúde privada foi o principal tema do 8º Fórum Brasil-Saúde, realizado durante a Hospitalar 2026, em São Paulo. A transformação digital ganhou destaque como ferramenta para aumentar eficiência e qualidade do cuidado, com ênfase em interoperabilidade, inteligência artificial e melhor uso de dados, ainda fragmentados nos sistemas.
“Precisamos transformar informação em conhecimento, conhecimento em estratégia e estratégia em impacto real para pacientes, profissionais, instituições e para a sustentabilidade do sistema de saúde”, afirmou Francisco Balestrin (na foto acima), presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (Fesaúde e SindHosp) que, junto com a CNSaúde, promoveram o evento.
Balestrin também chamou atenção para o peso político da saúde no debate público. Segundo ele, embora a área permaneça entre as principais preocupações da população brasileira, o tema frequentemente perde espaço na agenda política depois dos períodos eleitorais. O presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, destacou a importância do Fórum como espaço de articulação institucional e de construção de soluções para os desafios enfrentados pelo setor.
Representando o Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa apresentou iniciativas voltadas à ampliação da atenção especializada, telessaúde, interoperabilidade de dados e modernização hospitalar. Segundo ela, o governo aposta no uso da capacidade instalada da rede privada para reduzir filas e ampliar o atendimento, incluindo modelos regionalizados de contratação e uso de estruturas ociosas.
Os debates também evidenciaram a crescente pressão sobre hospitais, impulsionada pelo envelhecimento da população, pela alta de doenças crônicas e pela demanda reprimida da pandemia, reforçando a necessidade de reorganizar a rede assistencial.
No campo econômico, especialistas alertaram para sinais de esgotamento do modelo atual de financiamento da saúde. O consenso foi de que a sustentabilidade depende de ganhos de produtividade, redução de desperdícios, novos modelos de remuneração e maior integração entre os atores do setor.
O evento também discutiu a fragmentação de dados e o potencial da inteligência artificial para viabilizar uma assistência mais integrada, preditiva e personalizada. A diretora da ANS, Carla Soares, apontou desafios na saúde suplementar, como a necessidade de as operadoras assumirem papel mais ativo na coordenação do cuidado e melhorarem a experiência dos beneficiários.
Ela chamou atenção para dificuldades enfrentadas pelos próprios beneficiários na navegação entre consultas, exames, encaminhamentos e tratamentos dentro do sistema de saúde suplementar. O Fórum reforçou que a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro depende cada vez mais de integração, coordenação e cooperação entre público e privado. O evento reuniu representantes do governo federal, lideranças do setor e executivos.
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