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Dia do Advogado

Quando falar é um ato de coragem e justiça

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No mês em que comemoramos o Dia do Advogado, convido você, estudante, cidadão ou profissional de qualquer área, a refletir sobre a importância da advocacia em um mundo cada vez mais complexo, veloz e, por vezes, barulhento demais para escutar o que realmente importa: a justiça.

Advogar, nos dias de hoje, vai muito além de conhecer a lei. É, sobretudo, um ato de coragem diária, de entrega, de empatia e de firmeza ética. Não é à toa que o inesquecível Sobral Pinto já nos alertava: “a advocacia não é profissão para covardes”.

E ele tinha razão. O advogado é, por natureza, aquele que ergue a voz por quem não pode falar, que enfrenta o sistema quando o sistema falha, que insiste quando todos já desistiram. Não raro, atua sozinho diante de estruturas injustas ou burocracias frias, tentando resgatar a dignidade que a pressa do mundo muitas vezes atropela.

Como mestre em Direito e professor universitário da Faculdade Anhanguera de Palmas, tenho o privilégio de conviver diariamente com jovens sonhadores, cheios de inquietações e perguntas. Vejo na sala de aula não apenas alunos, mas futuros defensores da liberdade, da ética e da cidadania. E é com eles que aprendo, todos os dias, que a advocacia se reinventa, sem jamais abrir mão de seus valores essenciais.

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O mundo mudou. Hoje, enfrentamos desafios inéditos, como as transformações trazidas pela inteligência artificial, a hiperconectividade e os conflitos éticos do mundo digital. Mas, ao mesmo tempo, seguimos lidando com velhos dilemas, como o acesso desigual à Justiça, o preconceito, a violência estrutural e a lentidão do Judiciário.

Em meio a tudo isso, o papel do advogado continua sendo o mesmo: defender o Estado de Direito, proteger garantias individuais, lutar por uma sociedade mais justa. Somos ponte entre o direito e o justo. E essa missão, tão nobre quanto difícil, precisa ser celebrada e reconhecida.

Advogar é mais do que trabalhar com leis. É trabalhar com vidas. É escutar o desabafo de uma mãe, a angústia de um trabalhador, a esperança de um empreendedor. É carregar nas mãos não apenas petições, mas histórias, sonhos, e, muitas vezes, a última chance de alguém ser ouvido.

Neste 11 de agosto, deixo meu abraço a todos os colegas de profissão. E lanço um convite ao público em geral: valorizem os bons advogados. Aqueles que não medem esforços para fazer o certo, mesmo quando o certo dá mais trabalho. Porque, no fim das contas, o advogado não é herói, mas é essencial. E, quando ele cumpre bem seu papel, a sociedade toda respira um pouco mais de justiça.

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Sobre a Anhanguera – Fundada em 1994, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e um portfólio diversificado com mais de 47 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 96 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos, EJA e preparatórios, com destaque para o Intensivo da OAB. Pertencente à Cogna Educação, o mais diversificado e maior grupo educacional do país, a marca está presente em mais de 106 unidades e 1.698 polos em todos os estados brasileiros, atendendo a milhares de alunos por meio de professores especialistas, mestres e doutores. Com o conceito lifelong centric, centrado na aprendizagem em todas as fases do aluno, 91% das instituições possuem notas 4 ou 5 no MEC. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.

Por Dr. Roger Lippi, advogado e Professor universitário da Faculdade Anhanguera de Palmas.

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ARTIGOS

Dois meses na Mineratins: cacoxenita, segurança jurídica e transparência

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Em dois meses sob nova direção, a Companhia de Mineração do Tocantins (Mineratins) protagonizou uma remodelagem institucional. O balanço do período revelou uma gestão focada na reestruturação interna, na qualificação técnica e, sobretudo, na consolidação de um ambiente de negócios propício à atração de investimentos nacionais e internacionais, alicerçado na segurança jurídica e na transparência absoluta.
A base fundamental destes 60 dias foi o saneamento administrativo, o popular “arrumar a casa”. A aprovação do novo Regimento Interno e do Código de Ética representou um marco em termos de compliance e governança corporativa. Medidas de austeridade rigorosa foram implementadas, como a instituição de relatórios gerenciais periódicos e a extinção dos cartões de abastecimento do tipo “coringa”, estancando desperdícios e ampliando o controle administrativo.
Estas ferramentas normativas transcenderam a burocracia; elas enviaram um sinal inequívoco ao mercado de que a Companhia operava sob estritos padrões de integridade, requisito indispensável para grandes players globais que buscam parceiros confiáveis na esfera pública.
“O ponto alto da gestão, contudo, foi a medida estratégica projetada para revolucionar a exploração mineral no Tocantins: a organização procedimental interna e o envio para a Casa Civil de um Chamamento Público inédito”.
Este instrumento, estritamente alinhado à Lei das Estatais e às normativas internas, teve o objetivo de franquear à iniciativa privada a parceria direta com a Mineratins. O escopo era desbloquear o potencial geológico tocantinense, convertendo títulos minerários inertes em canteiros de obras e vetores de riqueza.
Fica o legado e o alerta: a continuidade deste Chamamento Público garantirá um caminho seguro e ético, permitindo que o Estado conheça, enfim, o real interesse do mercado no potencial minerário do Tocantins.
Para garantir que este desenvolvimento ocorresse sob bases científicas, a presidência articulou reuniões estratégicas com a Presidência do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), visando o incremento substancial da pesquisa geofísica no território. O mapeamento de precisão foi tratado como passo primaz para mitigar riscos e descobrir novas jazidas. O foco daqueles dois meses residiu em estabelecer parcerias que comprovassem o potencial mineral do estado, consolidando a certeza geológica como ativo fundamental para a atração de capital.
A ofensiva comercial foi igualmente intensa, com rodadas de negócios envolvendo grupos econômicos do Brasil e do exterior. O portfólio de interesses mostrou-se vasto, abrangendo desde minério de ferro, cobre e calcário, até rochas ornamentais e minerais estratégicos como a cacoxenita. A diversidade da demanda evidenciou que o subsolo tocantinense possuía vocação tanto para a indústria de base quanto para nichos de alta tecnologia. Independentemente do cenário futuro, a gestão assegurou que todo o acervo pesquisado fosse catalogado, documentando, sem hipérboles, o verdadeiro “mapa da mina” do estado.
“Em sintonia com as ações de bastidores, a gestão empreendeu uma vigorosa estratégia de comunicação. A busca pela visibilidade institucional se deu através de presença constante na imprensa especializada e na mídia em geral. Ao ocupar esses espaços, a Mineratins não apenas prestou contas, mas funcionou como uma vitrine ativa, alertando o mercado nacional sobre a disponibilidade de ativos minerais prontos para receber aportes no Tocantins”.
A qualificação técnica também foi prioridade. A participação da presidência no curso de Direito Minerário em Minas Gerais — referência histórica no setor — demonstrou o zelo em alinhar as práticas da estatal com a vanguarda regulatória, garantindo solidez aos contratos futuros. Ademais, a responsabilidade social ganhou destaque com a participação no encontro anual do Núcleo de Estudos e Pesquisas Avançadas do Terceiro Setor (NEPATS), em Brasília. A Mineratins posicionou-se na fronteira do debate acadêmico, reafirmando que o desenvolvimento econômico é indissociável do bem-estar social.
Mirando a inovação, foi gestado, em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), sem nenhum custo operacional, um ambicioso projeto de multilaboratórios de pesquisa mineral. A iniciativa, que contou com apoio do Ministério de Minas e Energia e foi apresentada à Finep, demonstrou potencial para captar financiamentos superiores a R$ 400 milhões.
Este projeto de multilaboratórios com a UFT, pode ser atingido como um projeto estratégico para toda a Região Norte do Brasil, ou pela via dos editais setoriais públicos. Essa estrutura foi desenhada para posicionar o Tocantins na liderança da pesquisa sobre terras raras e desenvolvimento minerário sustentável.
Ao conectar a academia, a regulação estatal, a mídia e o capital privado, a Mineratins deixou de ser apenas uma detentora de direitos para se tornar uma agência de fomento de negócios complexos. O legado daqueles dois meses foi uma companhia mais leve, ágil e visível. A preparação do terreno foi concluída com êxito; com a casa em ordem e sob os holofotes do mercado, iniciava-se ali a fase de consolidação dos investimentos.
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