POLÍCIA
Jovens são presos usando notas de dinheiro falsas em Palmas
Os policiais apreenderam um total de R$ 3.863,00. Eles já teriam repassado algumas notas falsas no comércio
A Polícia Militar prendeu na segunda-feira, 10, na região norte de Palmas, dois jovens de 19 anos, e apreendeu um menor que não teve a idade revelada, pelo crime de moeda falsa. Com os indivíduos os policiais apreenderam um total de R$ 3.863,00 (três mil oitocentos e sessenta e três reais). Os jovens já teriam repassado algumas notas falsas no comércio da região norte da capital.
Equipes da PM estavam em atendimento a outra ocorrência em uma escola de Tempo Integral na área norte, quando dois indivíduos em duas motocicletas se aproximaram do local e foram abordados em virtude de atitude suspeita. Os policiais então verificaram que os veículos utilizados pela dupla estavam em descordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sendo então removidos ao pátio do Detran.
Durante busca pessoal os policiais constataram que o os suspeitos estavam de posse de R$ 400,00 em moeda falsa. Questionados sobre o fato eles admitiram que havia mais dinheiro na residência de um deles, além da participação de um terceiro envolvido com o crime. Na casa dos jovens os policiais encontraram o restante do dinheiro e localizaram o terceiro envolvido. Eles confessaram que já haviam repassado notas de dinheiro falsas no comércio da região.
Os autores foram apresentados na Superintendência da Polícia Federal em Palmas, juntamente com todo material apreendido, onde foi realizada a prisão e apreensão em flagrante do trio.
POLÍCIA
Operação mira esquema de sonegação de ICMS de R$ 26,4 milhões e cumpre mandados em Palmas e Gurupi
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã da última sexta-feira (26), a Operação Vital para desarticular um grupo investigado por um esquema de sonegação de ICMS que, segundo a investigação, causou prejuízo de R$ 26,4 milhões aos cofres estaduais. A ação teve como alvo uma organização suspeita de praticar sonegação fiscal, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A investigação teve início a partir de uma representação fiscal encaminhada pela Superintendência de Enfrentamento a Fraudes Fiscais Estruturadas (SEFFE), da Secretaria da Fazenda do Tocantins (Sefaz). A operação também integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais de Palmas e Gurupi. Durante as diligências na capital, um dos investigados foi preso em flagrante após os policiais encontrarem uma pistola calibre 9 mm mantida de forma irregular.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava empresas registradas em nome de terceiros para concentrar débitos tributários e ocultar os verdadeiros responsáveis pelas operações. As empresas realizavam compras interestaduais em grande volume, mas deixavam de transmitir a Escrituração Fiscal Digital (EFD), documento obrigatório para o controle da arrecadação do ICMS.
As investigações apontam que os estabelecimentos funcionavam apenas formalmente, sem estrutura compatível com o volume de mercadorias registrado. A suspeita é de que cargas de bebidas e energéticos fossem destinadas documentalmente a empresas sediadas em Gurupi, mas desviadas antes da entrega para outros locais, com o objetivo de dificultar a fiscalização tributária.
Segundo a Polícia Civil, a maior parte das mercadorias adquiridas pelas empresas investigadas em 2025 teria sido direcionada a um estabelecimento localizado em Palmas, apontado como o principal beneficiário do esquema.
Os investigadores também identificaram indícios de que a administração das empresas era exercida por uma pessoa que não figurava formalmente como sócia, mas detinha poderes para gerenciar os negócios e emitir documentos fiscais considerados ideologicamente falsos. A investigação também apura a participação de profissionais responsáveis pela contabilidade das empresas na operacionalização da fraude.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, computadores, documentos contábeis, fiscais e societários. O material passará por perícia e será incorporado ao inquérito, que continua para esclarecer a estrutura financeira do grupo, a sucessão societária das empresas e a possível participação de outros envolvidos.
A operação contou com apoio de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda, além de equipes especializadas da Polícia Civil e da Polícia Científica.
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