POLÍCIA
Polícia Civil recupera e devolve aos verdadeiros donos 28 aparelhos celulares em Palmas
Os aparelhos eram produtos de extravio, furtos e roubos e foram apreendidos em diversos setores.
Em ação realizada na tarde desta quinta-feira, 15, a Polícia Civil do Estado do Tocantins restituiu aos verdadeiros proprietários, na região Sul de Palmas, 28 aparelhos celulares que haviam sido recuperados pelas equipes policiais da 5ª Delegacia de Polícia da Capital nos últimos trinta dias.
De acordo com o delegado Marivan da Silva Souza, titular da unidade policial, os aparelhos eram produtos de extravio, furtos e roubos e foram apreendidos através de incursões realizadas em diferentes setores da região. Os celulares foram localizados, em sua maioria, na posse de terceiros, os quais responderão criminalmente pela prática do crime de receptação, conforme determina a legislação vigente.
Ainda segundo o delegado, mesmo considerando o estado em que se encontram os telefones, de marcas e modelos diversos, foram avaliados pela Perícia Oficial em R$ 13.140,00. No ato de entrega dos celulares, o delegado reforçou o papel do cidadão, que teve seu aparelho furtado ou roubado, no tocante a necessidade de comunicação imediata do fato à Polícia Civil.
“Sempre que o cidadão for vítima de qualquer tipo de crime, ele deve comparecer a uma unidade de Polícia Civil mais próxima e registrar o fato, para que sejam iniciadas as investigações. No caso de crimes contra o patrimônio, como são os furtos e roubos de aparelhos celulares, a vítima deve levar a nota fiscal do equipamento, bem como seu número de identificação (IMEI), que geralmente é encontrado na caixa do produto, para que possamos dar início às investigações, identificar quem está de posse do bem e fazer a devida recuperação”, reforçou.
POLÍCIA
Operação mira esquema de sonegação de ICMS de R$ 26,4 milhões e cumpre mandados em Palmas e Gurupi
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã da última sexta-feira (26), a Operação Vital para desarticular um grupo investigado por um esquema de sonegação de ICMS que, segundo a investigação, causou prejuízo de R$ 26,4 milhões aos cofres estaduais. A ação teve como alvo uma organização suspeita de praticar sonegação fiscal, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A investigação teve início a partir de uma representação fiscal encaminhada pela Superintendência de Enfrentamento a Fraudes Fiscais Estruturadas (SEFFE), da Secretaria da Fazenda do Tocantins (Sefaz). A operação também integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais de Palmas e Gurupi. Durante as diligências na capital, um dos investigados foi preso em flagrante após os policiais encontrarem uma pistola calibre 9 mm mantida de forma irregular.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava empresas registradas em nome de terceiros para concentrar débitos tributários e ocultar os verdadeiros responsáveis pelas operações. As empresas realizavam compras interestaduais em grande volume, mas deixavam de transmitir a Escrituração Fiscal Digital (EFD), documento obrigatório para o controle da arrecadação do ICMS.
As investigações apontam que os estabelecimentos funcionavam apenas formalmente, sem estrutura compatível com o volume de mercadorias registrado. A suspeita é de que cargas de bebidas e energéticos fossem destinadas documentalmente a empresas sediadas em Gurupi, mas desviadas antes da entrega para outros locais, com o objetivo de dificultar a fiscalização tributária.
Segundo a Polícia Civil, a maior parte das mercadorias adquiridas pelas empresas investigadas em 2025 teria sido direcionada a um estabelecimento localizado em Palmas, apontado como o principal beneficiário do esquema.
Os investigadores também identificaram indícios de que a administração das empresas era exercida por uma pessoa que não figurava formalmente como sócia, mas detinha poderes para gerenciar os negócios e emitir documentos fiscais considerados ideologicamente falsos. A investigação também apura a participação de profissionais responsáveis pela contabilidade das empresas na operacionalização da fraude.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, computadores, documentos contábeis, fiscais e societários. O material passará por perícia e será incorporado ao inquérito, que continua para esclarecer a estrutura financeira do grupo, a sucessão societária das empresas e a possível participação de outros envolvidos.
A operação contou com apoio de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda, além de equipes especializadas da Polícia Civil e da Polícia Científica.
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