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Pesquisa e inovação

Sabin marca presença no 8º Congresso Tocantinense das Escolas Médicas com palestra sobre a era pós-antibiótico

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A crescente resistência das bactérias aos antibióticos é um dos maiores desafios da medicina moderna e será tema da palestra “O papel do médico na era pós-antibiótico”, ministrada pelo infectologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Rafael Nogueira, durante o 8º Congresso Tocantinense das Escolas Médicas (CTEM). O evento acontece de 7 a 9 de novembro de 2025, no Capim Dourado Shopping, em Palmas (TO), reunindo estudantes, professores e profissionais de diversas áreas da saúde. As inscrições podem ser feitas no site congressotocantinense.com.br

De acordo com estudo global publicado na revista The Lancet, o mundo poderá registrar mais de 39 milhões de mortes por infecções resistentes a antibióticos até 2050. A pesquisa aponta que as mortes causadas por resistência antimicrobiana devem crescer cerca de 70% nas próximas décadas, em comparação a 2022. As conclusões reforçam o alerta mundial sobre a necessidade de ações urgentes para prevenir o uso inadequado de antibióticos e conter o avanço dessas infecções.

Segundo Rafael Nogueira, o uso racional dos antimicrobianos é uma responsabilidade compartilhada por toda a classe médica. “O uso inadequado de antibióticos ameaça o que a medicina levou décadas para conquistar. O médico tem papel essencial não apenas no tratamento, mas também na conscientização dos pacientes e colegas sobre o uso responsável desses medicamentos”, explica o infectologista. Ele ressalta ainda que exames laboratoriais de precisão e diagnósticos rápidos são aliados indispensáveis na escolha terapêutica adequada, evitando falhas no tratamento e o agravamento da resistência bacteriana.

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O congresso, realizado pela Medassina, chega à sua oitava edição consolidado como o principal encontro acadêmico das escolas médicas do Tocantins. A programação contará com mais de 35 minicursos práticos, palestras com especialistas de todo o país, apresentações científicas e premiações para os melhores trabalhos e minicursos.

Parceiro do evento, o Sabin Diagnóstico e Saúde reforça seu compromisso com a formação médica e o fortalecimento da ciência no Estado. “Apoiar uma iniciativa que promove aprendizado e integração entre estudantes e profissionais é uma forma de contribuir para o avanço da medicina no Tocantins e para a construção de uma saúde cada vez mais qualificada”, afirma Nayara Borba, gestora do Sabin no Tocantins.

SAÚDE

Saúde busca novo modelo com mais integração e uso de dados

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A ampliação da cooperação entre o SUS e a saúde privada foi o principal tema do 8º Fórum Brasil-Saúde, realizado durante a Hospitalar 2026, em São Paulo. A transformação digital ganhou destaque como ferramenta para aumentar eficiência e qualidade do cuidado, com ênfase em interoperabilidade, inteligência artificial e melhor uso de dados, ainda fragmentados nos sistemas.

“Precisamos transformar informação em conhecimento, conhecimento em estratégia e estratégia em impacto real para pacientes, profissionais, instituições e para a sustentabilidade do sistema de saúde”, afirmou Francisco Balestrin (na foto acima), presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (Fesaúde e SindHosp) que, junto com a CNSaúde, promoveram o evento.

Balestrin também chamou atenção para o peso político da saúde no debate público. Segundo ele, embora a área permaneça entre as principais preocupações da população brasileira, o tema frequentemente perde espaço na agenda política depois dos períodos eleitorais. O presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, destacou a importância do Fórum como espaço de articulação institucional e de construção de soluções para os desafios enfrentados pelo setor.

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Representando o Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa apresentou iniciativas voltadas à ampliação da atenção especializada, telessaúde, interoperabilidade de dados e modernização hospitalar. Segundo ela, o governo aposta no uso da capacidade instalada da rede privada para reduzir filas e ampliar o atendimento, incluindo modelos regionalizados de contratação e uso de estruturas ociosas.

Os debates também evidenciaram a crescente pressão sobre hospitais, impulsionada pelo envelhecimento da população, pela alta de doenças crônicas e pela demanda reprimida da pandemia, reforçando a necessidade de reorganizar a rede assistencial.

No campo econômico, especialistas alertaram para sinais de esgotamento do modelo atual de financiamento da saúde. O consenso foi de que a sustentabilidade depende de ganhos de produtividade, redução de desperdícios, novos modelos de remuneração e maior integração entre os atores do setor.

O evento também discutiu a fragmentação de dados e o potencial da inteligência artificial para viabilizar uma assistência mais integrada, preditiva e personalizada. A diretora da ANS, Carla Soares, apontou desafios na saúde suplementar, como a necessidade de as operadoras assumirem papel mais ativo na coordenação do cuidado e melhorarem a experiência dos beneficiários.

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Ela chamou atenção para dificuldades enfrentadas pelos próprios beneficiários na navegação entre consultas, exames, encaminhamentos e tratamentos dentro do sistema de saúde suplementar. O Fórum reforçou que a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro depende cada vez mais de integração, coordenação e cooperação entre público e privado. O evento reuniu representantes do governo federal, lideranças do setor e executivos.

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