Eleições 2026
Alaôr do Sacolão ganha respaldo do PT Nacional e apoio de Luiz Inácio Lula da Silva para disputa à Câmara Federal
O Partido dos Trabalhadores (PT) Nacional definiu como prioridade a pré-candidatura de Alaôr do Sacolão a deputado federal pelo Tocantins nas eleições de 2026. Com apoio direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o nome de Alaôr vem ganhando força dentro da estratégia nacional do partido, que busca renovar quadros e ampliar a bancada federal.

A presença de Alaôr na programação comemorativa dos 46 anos do PT, realizada em Salvador (BA), foi considerada um marco nesse processo. O evento evidenciou sua inserção na direção nacional da legenda e o prestígio político construído junto às principais lideranças petistas ao longo de sua trajetória de militância.
Durante a agenda, Alaôr se reuniu com integrantes da Executiva Nacional do PT, entre eles Romênio Pereira, secretário nacional de Relações Institucionais; Henrique Fontana, secretário-geral do partido; e o deputado federal José Guimarães, coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral. As lideranças reafirmaram que o pré-candidato integra a estratégia nacional do PT para fortalecer a representação do partido no Congresso Nacional.
No Tocantins, Alaôr do Sacolão também reúne importantes apoios políticos. Único representante do PT na região do Bico do Papagaio, ele conta com o respaldo do grupo do ex-deputado Zé Roberto e do superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Diego Montelo, ampliando sua base de articulação no estado.

Com uma trajetória marcada pela militância, forte ligação com pautas sociais e alinhamento com o projeto político do governo Lula, Alaôr se consolida como um nome competitivo e estratégico para o PT. Sua pré-candidatura simboliza a renovação do partido no Tocantins e reforça a aposta da legenda em lideranças com raízes populares e diálogo direto com a população.
ELEIÇÕES 2026
Com histórico de afastamento do governo e prisão, Carlesse reage a críticas de Vicentinho Júnior
Ex-governador afirma que deputado tenta transformar debate político em “espetáculo de acusações”; trajetória de Carlesse inclui afastamento determinado pelo STJ em 2021, renúncia ao mandato em meio a processo de impeachment e prisão em investigação do MPTO em 2024
O ex-governador do Tocantins e pré-candidato ao Senado, Mauro Carlesse (PSD) divulgou nota pública em resposta às declarações do deputado federal e pré-candidato ao governo Vicentinho Júnior (PSDB). No texto, Carlesse acusa o parlamentar de tentar transformar o debate político em um “espetáculo de acusações, ataques pessoais e versões convenientes dos fatos”.
A reação ocorre após Vicentinho voltar a citar episódios que marcaram a passagem de Carlesse pelo comando do Estado. Em sua nota, o ex-governador afirma que o deputado mencionou seu nome diversas vezes sem apresentar “uma única prova nova” e sustenta que a população espera propostas para áreas como saúde, segurança, educação e geração de empregos.
“Causa espanto ver o deputado Vicentinho Júnior tentar transformar uma entrevista em um espetáculo de acusações, ataques pessoais e versões convenientes dos fatos”, escreveu Carlesse.
O ex-governador também afirmou que o parlamentar tenta desviar o foco dos temas considerados prioritários para o Estado. “O Tocantins merece um debate sério. Quem deseja governar o Estado precisa apresentar soluções para a saúde, a segurança, a educação e a geração de empregos”, acrescentou.
A manifestação recoloca no centro da discussão fatos que marcaram a trajetória recente de Carlesse na política tocantinense.
Em outubro de 2021, o então governador foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) durante investigação da Polícia Federal que apurava suspeitas de irregularidades envolvendo o Plansaúde e possível interferência em investigações. O afastamento foi posteriormente confirmado pela Corte Especial do tribunal.
Durante o período em que permaneceu fora do cargo, a Assembleia Legislativa instaurou processo de impeachment contra o governador. Antes da votação final do procedimento, Carlesse renunciou ao mandato em março de 2022.
Já em dezembro de 2024, o ex-governador foi preso em operação conduzida pelo Ministério Público do Tocantins. A investigação apurava suspeitas de que ele estaria articulando meios para deixar o país enquanto respondia a procedimentos judiciais. À época, a defesa contestou as acusações e afirmou que ele permanecia à disposição das autoridades.
Na nota divulgada nesta semana, Carlesse não rebate diretamente os fatos citados por Vicentinho. O foco da manifestação está na crítica ao tom adotado pelo deputado e na defesa de que a discussão eleitoral seja concentrada em propostas para o Tocantins.
“Não tenho tempo para alimentar conflitos nem para participar de disputas baseadas em ataques pessoais”, afirmou.
O embate ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026. Vicentinho Júnior trabalha sua pré-candidatura ao Palácio Araguaia pelo PSDB, enquanto Carlesse busca construir uma candidatura ao Senado dentro do grupo político ligado ao PSD. Mesmo em campos distintos da disputa, a troca de declarações mostra que os episódios envolvendo a passagem de Carlesse pelo governo continuam presentes no debate político estadual.
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