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Parceria

Secretaria Municipal da Educação participa de encontro em prol da cultura de paz nas escolas

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A secretária municipal da Educação, Débora Guedes, participou, na manhã desta terça-feira, 3, do I Encontro de Boas Práticas de Cultura de Paz e Segurança Pública no Ambiente Escolar, realizado pela Polícia Militar do Tocantins (PMTO), no auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ/TO), em Palmas. O evento se propõe a ser um espaço de diálogo e cooperação, voltados ao fortalecimento de políticas públicas de prevenção à violência no ambiente educacional, e reuniu representantes de instituições estratégicas para que se alcance este objetivo.

A secretária Débora Guedes afirmou que a segurança aumentou após as parcerias estabelecidas pela Semed, que atualmente alcançam seis unidades, número que deve crescer nesta gestão. “Além de proteger nossas escolas, estamos implantando uma cultura de disciplina, liderança e protagonismo junto aos nossos alunos. Essa parceria com as forças de segurança tem feito toda a diferença na rede municipal de educação”, disse.

Representando a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), a educadora Márcia Brasileiro ressaltou que a sociedade do futuro é consequência da escola presente. “Não se consegue promover sozinho a educação, é necessária uma atuação intersetorial para mediar conflitos e promover uma cultura de paz’.

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O chefe do Estado-Maior da PMTO, coronel Cláudio Thomaz Coelho de Souza, lembrou aos alunos do curso de formação de oficiais que a vivência deste encontro será de grande importância em sua missão nos 139 municípios do estado. “Os senhores estão agregando um importante conhecimento neste brilhante evento, voltado ao combate à violência nas escolas. Este é o primeiro passo”, finalizou.

EDUCAÇÃO

Medicina: o que observar antes de escolher uma faculdade

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Autorização do Ministério da Educação, parcerias com a rede de saúde local para as atividades práticas do curso, estrutura de ensino de qualidade, professores e médicos competentes (conhecimentos, habilidades, atitudes). Estes são alguns dos itens obrigatórios na tomada de decisão de quem busca uma vaga em um dos cursos de Medicina.

Conseguir uma vaga é o sonho de muitos estudantes. Mas, antes de realizar a matrícula, a escolha da faculdade precisa ir além da aprovação no vestibular ou da localização do campus. O curso exige investimento alto, rotina intensa, anos de dedicação e uma formação diretamente ligada à vida e à segurança das pessoas. Por isso, especialistas orientam que estudantes e famílias observem com cuidado a situação regulatória da instituição, a estrutura oferecida e as condições reais para a formação prática.

No Tocantins, essa discussão tem um peso especial. O estado tem mais de 1,5 milhão de habitantes, distribuídos em um território amplo e de baixa densidade demográfica. Ao mesmo tempo, dados recentes da Demografia Médica 2025 apontam que o Tocantins possui 4.427 médicos registrados, com média de 2,81 profissionais por mil habitantes. O número mostra avanço, mas também revela um desafio conhecido: a distribuição desses profissionais ainda é desigual, sobretudo quando se compara a capital com municípios do interior.

Formar bons médicos é importante para o Tocantins. Todavia ampliar a oferta de vagas não pode significar abrir mão de critérios técnicos mínimos, como autorização do órgão regulador, MEC.

Para Florentino Cardoso, cirurgião oncológico, presidente da Associação Médica Brasileira (2011-2017) e conselheiro titular do Conselho Federal de Medicina (2019-2024), a abertura e o funcionamento de cursos de Medicina exigem responsabilidade porque envolvem não apenas a vida acadêmica do estudante, mas também a assistência futura à população.

“Medicina não é um curso que possa ser tratado apenas como uma oferta educacional. A formação médica exige estrutura, professores qualificados, projeto pedagógico consistente, campos de prática, preceptoria e supervisão permanente. Quando esses pontos não são observados, quem fica exposto é o estudante e, mais adiante, o paciente”, afirma.

O primeiro cuidado de quem está escolhendo uma faculdade deve ser verificar se o curso possui ato autorizativo do Ministério da Educação. Essa consulta pode ser feita no Cadastro e-MEC, base oficial do MEC para instituições e cursos de educação superior. É ali que o candidato consegue conferir a situação do curso, a instituição responsável, o endereço de oferta e os atos regulatórios.

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A checagem é simples, mas pode evitar problemas e prejuízos futuros. Segundo Dr. Florentino, a família precisa ter clareza sobre a situação do curso antes de assumir um compromisso financeiro e acadêmico de longo prazo.

“O estudante deve saber exatamente onde está entrando. É preciso verificar se há autorização regular, se a instituição está submetida à supervisão do MEC e se existem condições reais para que a formação aconteça com qualidade. A escolha não pode ser movida apenas pelo sonho de entrar em Medicina. É preciso escolher com segurança”, destaca.

Outro ponto central é a estrutura prática. A graduação em Medicina não acontece apenas dentro da sala de aula. O aprendizado depende de laboratórios, centro de simulação em saúde, bibliotecas, ambulatórios, unidades básicas de saúde, hospitais, internato, acompanhamento docente e integração com a rede pública. É nesse contato com os serviços de saúde que o estudante começa a desenvolver competências clínicas, postura ética e responsabilidade diante do paciente.

Por isso, antes da matrícula, vale perguntar onde serão realizadas as atividades práticas, quais unidades de saúde recebem os estudantes, como funciona a supervisão, quem são os preceptores e quais convênios sustentam essa formação.

“Não basta abrir vagas. É preciso garantir que cada aluno tenha condições adequadas de aprender. A boa formação médica depende de acompanhamento, prática supervisionada e responsabilidade social. O país precisa de médicos bem formados, não apenas de mais diplomas”, reforça Dr. Florentino.

A segurança jurídica também deve fazer parte dessa avaliação. Em cursos de longa duração e alto custo, qualquer incerteza sobre a continuidade da oferta pode gerar prejuízos importantes para estudantes e famílias. Mudança de cidade, mensalidades, materiais, rotina de estudos e expectativas profissionais fazem parte de uma decisão que não pode ser tomada sem informação clara.

Para especialistas, a instituição precisa apresentar de forma transparente sua situação regulatória, a base legal de funcionamento, a estrutura disponível e as garantias oferecidas ao estudante. Quando essas informações não estão claras, o candidato deve buscar orientação antes de realizar a matrícula.

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Na prática, alguns cuidados ajudam a tornar a escolha mais segura.

O primeiro é consultar o curso no e-MEC. A plataforma é a referência oficial para verificar se a instituição e o curso constam nos registros do Ministério da Educação e qual é a situação da oferta.

O segundo é observar a estrutura acadêmica. Laboratórios, biblioteca, salas adequadas, corpo docente qualificado e projeto pedagógico compatível com as diretrizes da formação médica não são detalhes: fazem parte da base mínima para um curso dessa natureza.

Também é fundamental perguntar sobre os campos de prática. Medicina exige vivência em serviços de saúde, ambulatórios, hospitais e unidades do SUS. O estudante precisa saber onde essas atividades vão acontecer e como será acompanhado.

Outro critério importante é a integração com a realidade local. Em estados como o Tocantins, a formação médica pode contribuir para enfrentar desigualdades de acesso à saúde, desde que esteja conectada às necessidades da população e à capacidade da rede de saúde.

A transparência da instituição também deve ser considerada. Informações sobre autorização, mensalidade, estrutura, convênios, internato e condições de oferta precisam estar disponíveis de forma clara e compreensível.

Por fim, é preciso ter cuidado com promessas fáceis. A aprovação em Medicina é uma conquista importante, mas a entrada no curso é apenas o começo. O que vai sustentar a trajetória do futuro médico é a qualidade da formação recebida ao longo dos anos.

No Tocantins, onde a demanda por profissionais de saúde convive com desafios de distribuição e acesso, a escolha de uma escola médica deve ser feita com responsabilidade. Para o estudante, isso significa proteger seu investimento, seu tempo e seu futuro profissional. Para a sociedade, significa garantir que os médicos formados estejam preparados para cuidar de pessoas com segurança, ética e competência.

“Saúde é um bem maior. Quando falamos de curso de Medicina, estamos falando da vida das pessoas. A regulação existe para proteger o estudante, a sociedade e o paciente. Escolher bem a instituição é o primeiro passo para uma carreira construída com qualidade e segurança”, conclui Dr. Florentino.

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